O ex-primeiro-ministro paquistanês Nawaz Sharif iniciou no domingo (12) consultas para formar um novo governo de coalizão, após a vitória de seu partido em um pleito marcado por uma forte participação popular e atentados.
O retorno ao poder do ex-premiê, de 63 anos, deposto pelo golpe de Estado de Pervez Musharraf em 1999, ainda deve ser confirmado oficialmente pela comissão eleitoral, mas os resultados parciais davam como certa a sua vitória e a de seu partido, a Liga Muçulmana (PML-N, centro-direita).
Seu principal adversário, o Movimento para a Justiça (PTI), do ex-astro do críquete Imran Khan, reconheceu a derrota em nível nacional.
O Partido do Povo Paquistanês (PPP), que liderou a coalizão no poder há cinco anos, sofreu um duro revés: foi praticamente eliminado do mapa político do país, exceto na província meridional de Sinud.
O presidente afegão, Hamid Karzai, pediu ontem ao próximo governo que o ajude a negociar com o talibã pelo fim da rebelião que assola o país desde 2001. O Paquistão, país vizinho, também enfrenta problemas com o talibã em seu território.
O presidente americano, Barack Obama, felicitou o povo paquistanês pela “transferência histórica, pacífica e transparente do poder civil”.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, saudou “a coragem e determinação dos partidos políticos e funcionários responsáveis pela organização dos comícios”.