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Divulgação |
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Curta é uma das atrações de evento em Bauru que valoriza a diversidade |
O mundo está mudando. São opiniões diferentes, são gostos diferentes, são pessoas diferentes e culturas diferentes. O preconceito ronda, por vezes, essas diferenças - e saber viver em meio a essa diversidade é um dos desafios contemporâneos.
Tendo a arte como forma de levantar a bandeira contra intolerância, o Sesc Bauru traz para a cidade o Circuito MIX Brasil, em comemoração ao Dia Mundial da Diversidade Cultural (dia 21 de maio).
Entre hoje e amanhã, a unidade vai exibir uma série de filmes do Festival MIX Brasil de Cultura da Diversidade. O festival, que já está em sua 20ª edição, tem grande força no contexto LGBT e exibe produções audiovisuais que transitam por esta temática.
Serviço
O evento acontece no Auditório (165 lugares) do Sesc. Retirada de ingressos uma hora antes na Central de Atendimento.
O Sesc fica na av. Aureliano Cardia, 6-71. Mais informações pelo telefone (14) 3235-1750.
‘É importante abrir a cabeça’
André Fisher, escritor e fundador do Festival MIX Brasil de Cinema da Diversidade Sexual em 1993, diz que o projeto apresenta filmes diferentes dos que seriam lançados com o kit anti homofobia do Governo Federal, pois o MIX Brasil tem uma abordagem psicopedagógica e não didática; são filmes de ficção que têm como tema amor e direitos.
Fisher declara ainda que é importante que as pessoas abram a cabeça e o coração, pois o mundo está mudando e, às vezes, as pessoas nem sabem por que têm preconceito.
O objetivo do Festival MIX Brasil é ser um ponto de partida de uma discussão, de uma reflexão sobre a questão da diversidade a partir da produção audiovisual.
Bate-papo
Nesta terça, a partir das 19h, no Auditório do Sesc, a programação será de exibição de seis curtas selecionados pela curadoria do Circuito Mix Brasil. Na sequência, um bate-papo com João Federici, fundador e diretor artístico do Festival de Teatro e Cultura LGBT do Brasil e André Fisher, vice-presidente da Associação Cultural Mix Brasil. Vale conferir.
Dia 14/5, terça, às 19h. Auditório (165 lugares). Grátis. Recomendação etária 14 anos.
“Três Vezes por Semana”. (Porto Alegre/Brasil, 2011 - 15 min. Direção: Cris Reque)
Uma senhora solitária que acumulou frustrações e mágoas durante a vida. A mesmice do cotidiano parece eterna, até que ela se transforma.
“Desvelo” (Salvador/Brasil, 2012 - 15 min. Direção: Clarissa Rebouças)
Luzia se apaixona por Léo, mas para viver esse amor precisa fugir da cidade em que vive e do ciúme de seu ex- namorado, Diogo. No caminho, o casal passa por aventuras onde Luzia descobre a verdadeira identidade de Léo.
“Vestido de Laerte” (São Paulo/Brasil, 2012 - 13 min. Direção: Pedro Marques e Claudia Priscilla)
Laerte percorre um longo caminho pela cidade de São Paulo em busca de um certificado e neste percurso vai relatando sua trajetória em busca de sua própria verdade.
“Quando a Noite acaba em Silêncio”. (São Paulo/ Brasil, 2011 - 12 min. Direção: Herbert Bianchi)
Quais as palavras certas para se dizer em uma despedida? Lucas vai partir e deixar o apartamento que divide com Artur. Poucas palavras e muito café... Em uma noite fria, um presente perdido e um adeus que se faz necessário.
“A Inevitável História de Letícia Diniz” (Rio de Janeiro/ Brasil, 2012 - 16 min. Direção: Marcelo Pedreira)
O filme conta a trajetória de uma travesti belíssima desde sua infância traumática em Porto Velho (RO), até sua iniciação sofrida no submundo da prostituição no Rio.
Gaydar (Rio de Janeiro/Brasil, 2012 - 12 min. Direção: Felipe Cabral)
Rafael é um jovem que está cansado de só chegar a caras que se dizem héteros. Não querendo mais passar por esse tipo de constrangimento, ele consegue um aparelho que acabará com todas as suas dúvidas, o gaydar.
Programação de longa
Dia 15/5, quarta, 19h. Auditório (165 lugares). Grátis. Recomendação etária 14 anos.
Mia (Argentina, 2012 - 105 min. - Direção: Javier Van de Couter).
Ale é uma travesti vivendo em uma pequena comunidade de gays e transexuais na favela de Buenos Aires. Eles são ‘catadores’, párias da sociedade, que sobrevivem através da coleta e reciclagem de lixo nas ruas. Um dia, Ale se depara com o diário pessoal.