09 de julho de 2026
Polícia

Arma sem vestígios de um dos policiais é motivo de polêmica

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 1 min

Após a acusação dispensar as testemunhas, foram ouvidas oito da defesa. Entre elas, sete policiais militares que acompanharam a perseguição pelo rádio e que faziam um bloqueio nas proximidades de onde tudo ocorreu. As versões coincidiam com a dos ex-policiais. Contudo, o depoimento mais importante foi do perito que realizou a reconstituição.

Ele apontou que as versões dos três envolvidos eram extremamente coincidentes e que, pelas condições de luz e relevo, seria impossível um disparo proposital certeiro. “Quando você mente, cria uma realidade paralela. E tem que adequar tudo a isso. Os três não aparentam isso”, disse o perito. Contudo, o que chamou a atenção foi a arma de um dos policiais.

A pistola .40 portada pelo ex-soldado Renato Valderramas De Favari não apresentava qualquer sinal de disparo recente. Contudo, todos, incluindo o próprio De Favari, afirmaram que atiraram naquele dia. “O que posso dizer é que aquela arma foi limpa ou não disparou”, relatou o perito, quando questionado pelo promotor.

Já em seu interrogatório, De Favari argumentou que limpava a arma todo dia com um produto antioxidante. “Por ser pistola, eu tinha que limpar todo dia antes de entrar em serviço. Usava um produto alemão. Acho que, por isso, (o exame) deu negativo”.