09 de julho de 2026
Nacional

Mercadante minimiza embate com PMDB na MP dos Portos

Por Lucas Vettorazzo | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Considerado um dos principais assessores da presidente Dilma Rousseff, o ministro Aloizio Mercadante (Educação) minimizou, nesta quarta-feira (15), o embate com o PMDB durante a votação da Medida Provisória dos Portos.

Segundo o ministro, divergências com o principal partido aliado fazem parte do jogo e no caso específico da medida existem "responsabilidades específicas que precisam ser identificadas".

Mercadante afirmou, contudo, que há lideranças no PMDB que têm "contribuído decisivamente para as principais matérias do governo".

"É um partido aliado, estratégico e divergências fazem parte. E aí tem responsabilidades específicas que precisam ser identificadas. Eu tenho certeza que o compromisso com o projeto é muito maior que o embate específico", afirmou Mercadante, após palestrar no Fórum Nacional, evento que aconteceu no Rio de Janeiro.

O ministro acrescentou que seu papel político junto à presidente Dilma não inclui articulações com o Congresso Nacional e nem as votações no plenário.

De acordo com ele, seu papel envolve articulações mais amplas, como a reforma ministerial. "Tenho ajudado a desenhar e a construir soluções, mas o dia a dia do congresso não é minha tarefa", disse.

Eleições

O ministro reafirmou que não sairá candidato ao governo de São Paulo nas eleições de 2014. Mercadante lembrou, inclusive, que já enviou carta ao PT dizendo que não pretende sair candidato.

O ministro disse ainda que não está decidido se será o coordenador da campanha para reeleição de Dilma, mas afirmou que provavelmente assumirá o posto. Para justificar sua possível escolha para o cargo, Mercadante ressaltou suas conquistas políticas.

"Não estamos discutindo ainda a coordenação de campanha, mas acho muito provável. Coordenei três campanhas presidenciais, fui candidato à vice-presidente da República, na época fui o senador que teve mais voto na história do Brasil e tenho alguma experiência para contribuir. É muito provável que eu esteja em uma coordenação. Se não for em uma coordenação, eu estarei distribuindo panfleto na rua e gritando pela candidata", afirmou o petista.