09 de julho de 2026
Regional

Amigo alertou Gonzaga sobre sua saúde

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

O chefe do setor de Cultura da prefeitura de Bariri e amigo de longa data do prefeito, José Augusto Barboza Cava, revela que chegou a alertá-lo para que cuidasse de sua saúde e não quisesse fazer tudo em uma semana. “Eu percebia que ele tinha um certo cansaço, abatimento, e bocejava muito. E dizia para ele: Gonzaga, calma, você precisa cuidar do seu físico, precisa cuidar de você para fazer o bem para o próximo”, conta.

Cava, chamado carinhosamente por Gonzaga de Cavinha, ressalta a luta dele para chegar à prefeitura. “Ele era uma pessoa extraordinária, um sonhador que tinha um amor pelo povo mais simples sem medida. A vontade dele era única: fazer o bem para as pessoas e para a cidade. O sonho de muitas pessoas era vê-lo na prefeitura. Ele foi doze anos vereador, sonhou em conquistar esse cargo e, quando chegou, infelizmente, ocorreu isso”, diz.

“É um amigo que eu perco. E a cidade perde, com certeza, um grande administrador que ele provou que seria nestes poucos cinco meses que esteve a frente do município”.


“Luz amarela”

A morte prematura do prefeito de Bariri, vítima de infarto fulminante, acendeu a “luz amarela” para muitos ocupantes de cargos públicos. Amigo pessoal dele, Marcos Vinicio Bilancieri (PSD), prefeito de Boraceia, conta que passou a repensar muitas coisas na tentativa de encontrar um ponto de equilíbrio.

“Será que toda essa correria nossa, de trabalhar de manhã até meia-noite, não ter hora, vale a pena ou não vale. A gente tem que ter um ideal e acreditar. Mas é difícil”, desabafa. “Por outro lado, a gente pensa que a vida deve prosseguir e acredita que o que está marcado para acontecer vai acontecer mesmo. Não dá para parar não. Temos que continuar e, agora, Bariri deve continuar em nome dele para vencer e falar: Em nome dele, nós vencemos”.

Bastante abalado, o prefeito de Jaú, Rafael Agostini (PT), também falou sobre reavaliar atitudes. “Ele (Gonzaga) vinha se desdobrando aqui para conseguir realizar o trabalho que ele acreditava ser melhor para a cidade”, afirma. “Sem dúvida, isso (morte) acende a luz amarela, faz a gente repensar não na dedicação que a gente tem com as coisas, mas na forma como a gente lida com a autocobrança”.

Agostini contou que sua filha fez um ano na última terça-feira e ele não conseguiu passar o tempo que gostaria ao lado dela em razão de um compromisso político. “Eu acho que o maior inimigo da saúde do prefeito é a autocobrança que a gente tem em ver os resultados que, muitas vezes, não são possíveis no tempo que a gente gostaria que fossem. Isso gera um desgaste físico e emocional”, diz.