10 de julho de 2026
Nacional

Governo federal faz corte de R$ 28 bi no orçamento de 2013

Reuters
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O governo decidiu contingenciar R$ 28 bilhões no Orçamento deste ano, montante bem inferior aos R$ 55 bilhões anunciados para o ano passado, com objetivo de estimular o crescimento da economia.

Também para garantir a aceleração da atividade, o governo informou que prevê abater R$ 45 bilhões na meta de superávit primário neste ano, fixada em R$ 155,9 bilhões. Com isso, a economia para pagamento de juros deve ficar em R$ 110,9 bilhões, segundo o relatório bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas divulgado ontem.

“O contingenciamento varia conforme o Orçamento aprovado pelo Congresso e com a realidade. Já estamos com quatro meses de Orçamento executado, podemos ser mais realistas”, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em entrevista coletiva ontem, acrescentando que o valor do abatimento no primário não é obrigatório.

Mantega negou, por outro lado, que a política fiscal expansionista do governo seja um dos fatores de pressão dos preços, conforme apontam vários analistas do mercado.

“Não há contribuição do governo para a inflação”, disse ele, argumentando que a pressão nos preços ocorre pela inflação dos alimentos e no setor serviços.

No documento divulgado ontem, elaborado pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento, o governo prevê expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,50% neste ano e que a estimativa para a inflação medida pelo IPCA foi elevada a 5,20% em 2013, de 4,90% no Orçamento.

“O crescimento de 3,5% (do Produto Interno Bruto) neste ano não deve ser visto como projeção, mas como parâmetro”, afirmou Mantega, indicando que essa estimativa pode ser revista nos próximos dois meses.

No mercado, a avaliação é de que a economia brasileira terá expansão de menos de 3% neste ano.