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Neide Carlos |
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Encerrada a temporada 2012/13, o Paschoalotto/Bauru já inicia a preparação para a edição de 2013 do Campeonato Paulista, em agosto, e o Novo Basquete Brasil (NBB) 2013/14. Após a contratação do pivô Lucas Tischer, novos nomes deverão ser anunciados em breve. A equipe trabalha para renovar com os principais jogadores, como Pilar e Coleman.
Em entrevista ao JC, o técnico Guerrinha fala do momento do basquete em Bauru e cita o envolvimento dos bauruenses com o projeto como um dos aspectos principais para o sucesso do esporte na cidade. Confira a seguir, os principais trechos.
JC - Houve uma evolução grande nas duas últimas temporadas.
Guerrinha - Com certeza, estamos conseguindo manter uma base, e isso é um ganho, pois não precisamos montar uma equipe inteira. Tem time que vai desmanchar inteiro, como Limeira, e vai ter que contratar bastante. No nosso caso não, dá para manter até 80% do elenco. Mas a nossa margem para melhorar agora é menor. Antes brigávamos para ficar entre os oito, depois entre os quatro, agora é difícil você evoluir muito mais do que isso. Nossa realidade nesta temporada não era para ficar entre os quatro, se analisarmos o plantel, as lesões, tudo que aconteceu, era para ficarmos de quinto a oitavo, mas houve muita superação.
JC - Aliás, na reta final quando os desfalques pesaram mais, a torcida acabou jogando junto.
Guerrinha - Hoje existe um grande comprometimento de todos com o projeto, isso vem dos jogadores e a torcida sempre corresponde. A torcida conseguiu suprir dois jogadores no revezamento, foi um sexto jogador de verdade. O time fez por onde, e a torcida também, dentro da quadra a equipe se superou e é uma troca realmente entre time e torcida.
JC - Neste ano existe uma segurança maior para vocês, porque no ano passado a Itabom estava saindo e não existia garantia de continuidade. Agora a Paschoalotto já renovou por mais três temporadas, isso altera o planejamento?
Guerrinha - Eu não diria que dá segurança, porque parece comodidade, mas eu digo que o time está virando uma empresa. Existe um recurso, planejamento, pessoas que trabalham de forma profissional e dentro da nossa realidade. Com a vinda da Paschoalotto, o Bauru Basketball se tornou uma empresa, temos um diretor na parte técnica (Vitor Jacob), e outros profissionais nesta área.
JC - O que o torcedor pode esperar do Paschoalotto/Bauru para esta próxima temporada, inclusive qual será o perfil dos reforços?
Guerrinha - É difícil programar resultado. Mas temos que continuar sendo competitivos, e tentando melhorar os resultados que tivemos no último ano. Nós estamos mantendo a base, é uma equipe jovem, e fisicamente queremos melhorar. Com a vinda do Lucas Tischer, vamos ganhar no garrafão, teremos um garrafão mais atlético, e também aprimorar outros aspectos, como a defesa, os rebotes, a transição rápida.
JC - Atualmente o basquete tem uma grande repercussão na cidade. Acaba gerando uma pressão maior por resultados?
Guerrinha - Eu acho que motiva. Quem está no esporte competitivo não se sente pressionado. Seria ruim se não houvesse repercussão, se a gente fizesse todo este trabalho e ninguém fosse assistir. Para nós, o fato do basquete ser um assunto comentado por todos na cidade é bom, é algo muito positivo. Para quem não gosta de ser competitivo, coloca isso como pressão, mas para quem gosta de competição, é estimulante. O nosso próprio patrocinador fala que uma grande motivação é esta, é ter o basquete como algo representativo na cidade. Em nível de competição, o basquete é o esporte número um de Bauru. Não vou falar em termos de torcida, pois o Noroeste é futebol, e o futebol no Brasil é algo muito forte, quase uma religião, não dá para comparar. Mas o momento do basquete é muito bom.
JC - Estamos próximos do momento da época do Tilibra-Copimax?
Guerrinha - Olha, eu acho que até mais. Nesse time atual, não pegamos do zero, já havia uma torcida daquela época e mais o pessoal que está começando a acompanhar agora. Esse time atual é até mais cativante do que na época do Tilibra. Naquela época, era um time campeão, isso naturalmente trazia o público, mas essa equipe atual tem mais carisma, e esse envolvimento com a cidade é diferente. Em relação a títulos, na hora certa isso vai acontecer.