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João Rosan |
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Henrique Amalio levou os filhos Pedro Henrique e Stheffany e a esposa, Marcela, para aprender sobre sustentabilidade |
O Festival de Tecnologia e Inteligência Ecológica (Festieco) e a IV Feira Integrada do Meio Ambiente (Fimab) começaram ontem a todo o vapor. Empresários, adeptos da sustentabilidade, estudantes e diversas famílias passaram pelo duplo evento ambiental, que ficou movimentado durante todo o dia. Até domingo, o Recinto Mello Moraes é o polo que transforma Bauru em capital da sustentabilidade.
O evento contou com as presenças dos secretários estaduais do Meio Ambiente e de Energia, Bruno Covas e José Aníbal, respectivamente (leia mais nas páginas 3 e 4), além do secretário municipal do Meio Ambiente, Valcirlei Gonçalves da Silva, um dos promotores do Festieco/Fimab. Estudantes de diversas escolas de Bauru e região e famílias também prestigiaram o evento. A chuva que caiu ontem sobre Bauru não apagou o brilho do festival e até trouxe um arco-íris.
Henrique Amalio Alvarez visitou a feira levando toda a família: os filhos Pedro Henrique, 2 anos, e Stheffany Alessandra, 9 anos, e a esposa, Marcela Alvarez. “É a primeira vez que venho ao festival. Trouxe toda a família justamente para mostrar as dicas de sustentabilidade e cuidados com o meio ambiente para eles (filhos)”, disse.
Ministrada por Manoel Browne de Paula, da empresa Lwart de Lençóis Paulista (43 km de Bauru), a palestra sobre logística reversa do óleo lubrificante pós-consumo atraiu dezenas de jovens que interagiram diretamente com o palestrante, tirando as dúvidas sobre o tema.
Browne explicou como a empresa faz o novo refinamento do óleo lubrificante até que ele volte a ser totalmente límpido, cristalino, para ser utilizado novamente. “De 100 barris de óleo lubrificante já utilizados, nós conseguimos rerrefinar de 70 a 80 litros. Isso é muito importante. As pessoas não têm a noção de que apenas um litro desse óleo pode contaminar 1 milhão de litros de água”, ressaltou.
Esse óleo, diz, pode ser rerrefinado quantas vezes for necessário. O subproduto desse processo é utilizado pela empresa em outras atividades. “É importante que as pessoas façam a destinação correta, nas empresas certas. Se esse óleo cai em uma área de manancial, a água da população pode ficar totalmente contaminada”, finalizou.
A Lwart é uma empresa brasileira que foi fundada há 37 anos por quatro irmãos. Atualmente possui 1.015 colaboradores e está localizada em Lençóis Paulista. O seu serviço de Disque Coleta pode ser acionado pelo 0800-7010088. O site da Lwart é o www.lwart.com.br e seu estande pode ser visitado nos quatro dias de festival.
Resíduos sólidos
Outra palestra de destaque ontem foi a da Associação Paulista de Supermercados (Apas), onde Thiago Pietrobon, biólogo e doutor em evolução do comportamento social, falou sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos. “Trata-se de um processo de responsabilidade, no qual cada um terá seu papel definido, inclusive os consumidores, que deverão separar seus resíduos em duas categorias: rejeito e resíduos. Futuramente o desafio será competir com as empresas sustentáveis”, frisou.
Serviço
O evento Festieco/Fimab 2013 acontece até domingo, dia 26, no Recinto Mello Moraes, em Bauru. Horários: hoje das 14h às 22h; sábado e domingo das 11h às 19h. A entrada e o estacionamento são gratuitos. Mais informações: www.festieco.com.br.
Visão jovem
Os estudantes de jornalismo da Unesp de Bauru, responsáveis pelo Jornal Impacto Ambiental, também marcaram presença no Festieco 2013. Preocupados com o meio ambiente, criaram o periódico bimestral em 2010, agora sob a editoria do aluno João Pedro Ferreira, 19 anos.
“É um projeto de extensão direcionado para os jovens entre 14 e 19 anos. Procuramos abordar assuntos mais direcionados à nossa realidade com uma linguagem clara e simples. O jornal possui uma tiragem de 2 mil exemplares e nós mesmos fazemos a distribuição nas escolas”, explicou João Pedro.
Com a cobertura do Festieco 2013, o Jornal Impacto Ambiental inaugura seu site – mundodigital.unesp.br/impactoambiental.
Música
Hoje, às 17h, o Ecoreto - palco ecológico do Festieco 2013 - recebe o cantor e compositor André Turco. Sua atuação como profissional da música tornou-se mais efetiva a partir da sua participação na banda Sex Machine, formando a seguir sua banda Trio Diabo A4, na qual atuou nos principais eventos e nas mais conceituadas casas noturnas em diversos estados do Brasil.
Nos últimos anos, André Turco vem se apresentando em carreira solo, onde faz desde violão e voz até show com banda de apoio, mesclando o melhor do pop, reggae, rock (nacional e internacional) e MPB.
Logística reversa
As baterias automotivas são produtos altamente contaminantes e corrosivos, se manuseadas ou descartadas de maneira incorreta. Preocupada com a saúde do planeta, a Ajax implanta o sistema de logística reversa na empresa desde que foi fundada. Até 90% de uma bateria pode ser reciclado e retorna para ser utilizado pela própria empresa.
A auxiliar de escritório na área de meio ambiente, Danieli Galvão, explica que são devolvidas à empresa todas as baterias que não podem ser mais utilizadas e são substituídas nas autoelétricas.
“A Ajax sempre implantou o sistema de logística reversa. A pessoa deixa a bateria na autoelétrica quando faz a troca, essa empresa a devolve para um de nossos distribuidores que nos repassa o produto. Essa bateria é encaminhada ainda para uma unidade nossa em Goiás, que nos devolve as partes que podem ser reaproveitadas. Refazemos até as caixas das baterias com o plástico injetado”, explicou.
Até os fluidos das baterias são reciclados. São encaminhados a uma unidade de tratamento que faz a quebra do ácido. Desse processo de “purificação” ainda resulta a água, que pode ser utilizada para, por exemplo, lavar o pátio da empresa. “É um processo que gera uma economia para a empresa, porque reaproveita quase tudo das baterias”, finalizou.
Do lixo ao luxo
Quem passou pelo estande da empresa Kazari, da capital paulista, ficou surpreso com a quantidade de objetos que podem ser feitos usando apenas garrafa pet e um pouco de imaginação.
Chaveiros, vasos, arranjos de mesa e porta-canetas aparecem apenas com o manuseio das mãos criativas e a ajuda de chapa, tesouras específicas, entre outros. A proprietária da empresa, Marina Yoshiura, explica que a Kazari surgiu há quatro anos com o conceito de reduzir o impacto ambiental, transformando as garrafas pet em novos produtos.
“Nós vendemos o conceito e transformamos a garrafa pet, que seria um lixo, em peças. Trabalhamos muito para eventos corporativos, onde os objetos viram enfeites, mas não voltam para o lixo. Essa é a nossa preocupação”, apontou.
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