08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Limites e educação


| Tempo de leitura: 1 min

O aluno pinta e borda na escola, desrespeita os educadores e funcionários da instituição, acha que na escola é ele quem manda. Aí, quando a polícia é chamada para dar uma dura no folgado, é um deus nos acuda. Aparece a mamãe do coitadinho para reclamar e dizer que o seu anjinho foi agredido. É o seguinte, minha senhora: duas coisas. Primeiro que o seu filho apanhou (se é que ele apanhou) muito pouco.

E segundo: se a senhora tivesse imposto limites e dado educação a ele quando criança, não estaria passando agora por essa situação vexatória. Poxa vida, todos os dias lemos nos jornais notícias desse tipo. O aluno jogou urina no professor. Deu voadora na diretora. Entrou com simulacro de arma na escola, e por aí vai. Se o policial agiu com rigor nesse caso, ele tem todo o meu apoio enquanto cidadão. Mas aí vão dizer: e se fosse o seu filho? Eu respondo: se fosse meu filho ia ficar mais caro para ele. Porque além de apanhar do policial, ia apanhar em casa também. Pronto, falei.

Pedro Luiz Tavares