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Agridoce: com projeto novo, Pitty e seu guitarrista Martin se apresentam na Virada Cultural de Bauru |
Se você acha que já conhece tudo sobre Pitty e seu guitarrista Martin, prepare-se. Eles produziram um álbum sem guitarra e sem instrumentos elétricos, algo realmente diferente do que costumam fazer. Agridoce é um projeto novo, que surgiu por acaso, nos dias de folga. Pitty foi para o piano e Martin para o violão. Tocando na introspecção da sala de casa, despretensiosamente, versando com a leveza nos horários de lazer, as canções foram se formando, ganhando vida. Em Bauru, o público poderá conferir o show dessa dupla no início da madrugada deste domingo, a partir das 0h30, no Parque Vitória Régia. A apresentação é uma das mais aguardadas da programação da Virada Cultural Paulista na cidade, que começa hoje às 18h e se encerra somente amanhã, no mesmo horário (confira toda a programação em quadro na página 27).
“O show é o da nossa turnê oficial, mas adaptado pro clima da Virada, mais preciso. Estamos muito felizes em tocar aí em Bauru”, alegou a dupla. Pitty, em nova fase de sua carreira, fala sobre o diferencial do Agridoce. “O projeto representa a nossa vontade de se aventurar em universos musicais distintos do nosso trabalho já conhecido. Explorar novas texturas, novas formas de compor, em instrumentos diferentes para nós. Começou de forma despretensiosa, e isso é algo que a gente pretende manter”, comenta Pitty. “Seria interessante que as pessoas exercitassem um desprendimento de tudo o que elas acham que sabem sobre nós na hora de escutar esse projeto”.
Encontros e desencontros
As letras falam do cotidiano, de envelhecer, de encontros e desencontros; sempre sob uma ótica melancólica e reflexiva. Contrastam com o som, mais leve, mais acústico. Tudo ficou “agridoce”, resultado de “se reconhecer”, como em um espelho: refletindo semelhanças e apontando as particularidades de quem está se enxergando através do “outro”. A intimidade do duo, que já convive há sete anos, está presente o tempo todo; nas composições, na música, na performance ao vivo.
Para cair na gargalhada
Neste sábado, um dos destaques da Virada no palco do Parque Vitória Régia fica para Rogério Morgado, que se apresenta às 18h, com show de stand-up. Representante da nova geração, o humorista tem viajado o país realizando apresentações bem-sucedidas em várias noites de stand-up comedy. Rogerio Morgado se apresenta desde 2007 e passou por vários shows com elenco fixo em São Paulo, com destaque para “A Divina Comédia”, peça que atuou com Felipe Hamachi, Mauricio Meirelles e Danilo Gentili.
Luciana Pires: prata da casa
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A cantora e compositora de MPB, Luciana Pires, é a única atração local no palco externo do Vitória Régia |
Cantora e compositora, Luciana Pires tem um trabalho voltado para a MPB. A cantora bauruense é a única atração local e sobe ao palco externo do Vitória Régia às 20h deste sábado. O show traz composições próprias da cantora e clássicos da música popular brasileira. Luciana será acompanhada por sua banda: Fares Junior (violão), Gabriel Gulherme (bateria), Pedro Baldanza (baixo) e Pedro Cunha (teclado). Compositora de músicas românticas na melhor tradição de artistas brasileiras, como Dolores Duran e Sueli Costa, Luciana é dona de timbre de voz diferenciado, que lembra grandes cantoras de jazz.
Álbum de estúdio
Para manter o clima do começo da história do Agridoce, foi montado um estúdio numa casa na Serra da Cantareira, onde o álbum “Agridoce” foi gravado. Para lá se mudaram temporariamente Pitty, Martin, o produtor Rafael Ramos, Jorge Guerreiro (engenheiro de som) e o fotógrafo e cinegrafista Otávio Sousa.
A temporada caseira e o local escolhido foram fundamentais para o resultado do CD. “O método rústico da gravação dá totalmente o tom do disco. É possível sentir a atmosfera da casa, da madeira do piso e do teto, do ambiente de fora com vazamentos em geral, já que não era um estúdio acusticamente isolado. E isso a gente queria mesmo, o clima de uma casa com amigos reunidos respirando música e criando 24h por dia. Hoje não sei como classificar o som, mas acredito que a proposta seja desenvolver canções intimistas e explorar experimentalismos tendo piano e violão como base”, diz Martin.
E assim, a simplicidade e o cenário foram influenciando o processo de finalização das composições e gravações. Uma gaveta faz papel de bumbo em “Rainy”, somado ao arranjo de vozes e backing vocals de Pitty. A distorção da voz principal contrasta com a suavidade dos vocais.
O som de Ricardo Venturini
Ninguém vai ficar parado na Virada Cultural Paulista! Um time de DJs foi convocado para comandar as pick-ups dos palcos principais nas 26 cidades participantes. Ao longo de toda programação do palco externo, os DJs que agitam as principais casas noturnas de São Paulo e de outros estados vão misturar os principais hits da música popular brasileira, incluindo samba-rock, black music e até forró.
Em Bauru, o DJ Ricardo Venturini tocará hoje nos vários intervalos entre as atrações do Vitória Régia, e também amanhã, domingo. Ele promete surpreender a plateia tocando uma mistura de ritmos africanos, como semba, kizomba e kuduro.