08 de julho de 2026
Polícia

Bauru: mulher que conta com medida protetiva é ameaçada mais uma vez

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Laudicéia Batista da Fonseca, 30 anos, atendente registrou, neste sábado (25), mais uma queixa contra seu ex-marido, Cristian Alves da Silva. Segundo ela contou para a polícia, ele que está proibido de se aproximar dela, por ordem judicial, descobriu onde ela está morando e mais uma vez a ameaçou de morte.

A situação, segundo a vítima está insuportável. “São 36 Boletins de Ocorrências registrados, nove processos na Justiça, um deles por tentativa de homicídio e os demais por lesão corporal, pensão alimentícia e Maria da Penha e ele continua me perseguindo. Quer reatar a relação. Tenho dois filhos com ele. Eu morava no Jardim Terra Branca e mudei de bairro. Agora ele descobriu onde moro e começou tudo de novo.”

Na manhã de ontem, a vítima saia para o trabalho quando foi abordada pelo ex. “Ele quer reatar e me obrigou a entrar no carro dele. Na Avenida Rodrigues Alves, proximidade da delegacia, eu arranquei a chave do carro e joguei para fora para me livrar dele. Desci correndo e pedindo socorro para a polícia. Ele desceu do veículo, pegou a chave e fugiu.”

 Na opinião da mulher, o ex-marido é um psicopata. “Eu tenho medo. Ele me agrediu com socos na barriga e promete me matar. O juiz determinou que ele não se aproxime de mim e de minha família por tempo indeterminado. Ele não obedece a ordem judicial”, reclamou.

Segundo o delegado plantonista, Roberto Cabral Medeiros,  o fato foi registrado como desobediência, uma vez que a vítima tem ordem judicial que garante a distância do agressor dela e da família, ameaça, furto e vias de fato. “Ele furtou o aparelho celular dela.”

Recentemente, o Jornal da Cidade publicou matéria sobre as medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha (11.340 de 2006)  que foram consideradas um avanço no que diz respeito ao combate à violência doméstica e familiar contra mulheres no Brasil, mas que sem fiscalização ela não protege as vítimas.

Este ano, a Delegacia de Defesa da Mulher da cidade e a Defensoria Pública ajuizaram no Fórum 189 pedidos de medidas protetivas. Este total significa uma média de dois registros a cada dia.