08 de julho de 2026
Geral

?Ser sustentável é um bom negócio?

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 3 min

Como conciliar empreendedorismo com sustentabilidade? Foi este o tema da palestra proferida ontem pelo superintendente do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo (Sebrae-SP), Bruno Caetano, no Festival de Tecnologia e Inteligência Ecológica (Festieco) e IV Feira Integrada do Meio Ambiente (Fimab). E, segundo ele, ser sustentável é elemento necessário para garantir lucro.

Proferida no fim da manhã de ontem no duplo evento ambiental que já se tornou referência em nível estadual, a palestra “Meio Ambiente e Empreendedorismo – O desafio da sustentabilidade” lotou o estande. Entre os presentes, muitos empresários, o prefeito Rodrigo Agostinho e o deputado Pedro Tobias.

“Sustentabilidade não é só o meio ambiente. Ser sustentável é conseguir um equilíbrio entre a parte econômica, a social e o meio ambiente”, disse Bruno Caetano.

Ele explicou que a maioria das empresas sabe a importância da sustentabilidade. Contudo, o que poucas sabem é que isso, além de ser o correto, pode ser bom para o próprio negócio. “Além da parte do respeito, ser sustentável é um bom negócio. Do ponto de vista do empresário é algo bom”.

O superintendente do Sebrae explica que houve evolução na economia e, por isso, as empresas sustentáveis, hoje, são um diferencial. “Antigamente, o que valia era a oferta. Depois veio a qualidade. Esses dois itens continuam, porém, o diferencial agora é o sustentável”;

Durante a palestra, Bruno Caetano mostrou pesquisa realizada com mais de 3 mil empresários apontando que a maioria sabe da importância de se preocupar com o meio ambiente. Contudo, ao mesmo tempo, ainda faltam muitas iniciativas.

“Os dados mostraram que 80% não captam água da chuva. 56% não reciclam pilhas, baterias e pneus. Enquanto 54% ainda não utilizam matéria-prima de materiais recicláveis”, revelou o palestrante.

Exemplo

Caetano ainda exemplificou como as práticas sustentáveis podem, além de ser o certo, garantir bom negócio. “Há uma fábrica de brinquedos de madeira em São Paulo. Só com uma mudança na posição das chapas, o empresário conseguiu uma redução de 40% na quantidade de resíduos”.

Com essa mudança, o lucro aumentou de forma impressionante. “Em um ano, ele conseguiu economizar R$ 92 mil”, completou.

Após contar outra história de sucesso no empreendedorismo – de seu próprio pai -, o superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano, ainda deu algumas dicas de como ser sustentável. Entre elas, estão: valorização de produtos regionais, extinguir vazamentos, imprimir de forma consciente (só o necessário e usar frente e verso), usar energia solar, ter uma fiação elétrica boa, ter lâmpadas fluorescentes e usar o menor número de descartáveis possíveis.


Diretor destaca atuação de deputado

O diretor do Grupo Cidade e da empresa promotora do evento, a Projeto Cidade, Renato Zaiden, enfatiza as parcerias que permitiram o sucesso obtido até aqui pelo Festieco/Fimab. Além da Prefeitura de Bauru, através da Semma, que é promotora parceira deste que é, hoje, o maior evento de sustentabilidade do Estado, patrocinadores e apoiadores, Zaiden destaca a colaboração decisiva do deputado estadual Pedro Tobias. “Pedro abraçou a causa ambiental e a proposta destes quatro dias de grande discussão e de ações ambientais e sustentáveis e nos deu todo apoio necessário, representando também a participação do Estado e suas diversas secretarias envolvidas na extensa programação”, ressalta o diretor.


Hora de voltar a ser criança

Hoje, das 15h às 18h, será realizado o Workshop de Reaproveitamento do Tio Gui. Guilherme dos Reis Pereira, o Tio Gui, é especialista em educação e lazer, professor de artes e educação ambiental, e que busca desenvolver o potencial criativo através da “Arte do Saber Fazer”.

“As crianças vem aqui, mostramos como fazer o brinquedo reaproveitável e elas levam o brinquedo para casa”, explica Tio Gui.

A oficina é voltada para o público infantil, porém, não foram só as crianças que aproveitaram. “É a hora de voltar a ser criança. Mesmo com o cabelo branco, ninguém percebe”, brincou o aposentado Ocleille Francisco de Lima, 82 anos.