Onze médias empresas de Estados do leste alemão fizeram nesta semana encontros com empresários brasileiros - possíveis clientes - em São Paulo e no Rio. As empresas, a grande maioria do setor industrial, têm até 250 funcionários e faturam até 50 milhões de euros por ano.
Pequenas e médias empresas compõem o maior número de exportadores na Alemanha (há 343 mil pequenos e médios entre os 350 mil exportadores), mas ainda há disparidade entre o desempenho de negócios do leste e do oeste.
O objetivo principal do programa é, portanto, reduzir essa diferença, segundo o ex-ministro de Economia e Tecnologia alemão Michael Glos, que acompanha a delegação de empresários (ele chefiou o ministério de 2005 a 2009).
Apesar do desempenho ainda frio da indústria nacional, que poderia limitar o mercado potencial para os fornecedores, o presidente do Germany Trade & Invest (órgão governamental alemão que organiza a visita), Brenno Bunse, diz que o momento não é ruim para os negócios.
“Nosso enfoque é de médio e longo prazo. E as perspectivas de longo prazo do Brasil, na nossa avaliação, são de boas para ótimas”.
O órgão quer também aproveitar o interesse pela Alemanha que venha a ser gerado pelo Ano da Alemanha no Brasil, aberto neste mês.