08 de julho de 2026
Esportes

Tênis

Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 5 min

ROLAND GARROS 1

Começou no último domingo, em Paris, Roland Garros, o segundo Grand Slam do ano. O sorteio da chave masculina colocou o sérvio Novak Djokovic, atual número 1 do mundo, e o espanhol Rafael Nadal, sete vezes campeão do torneio, no mesmo lado da chave, ou seja, se nenhuma surpresa acontecer, Djokovic e Nadal  vão se enfrentar na semifinal. Bom para o suíço Roger Federer que, até a semifinal, se for vencendo, só encontrará jogadores de menor expressão, quando então pode ter pela frente o tcheco Tomas Berdich, o espanhol David Ferrer ou quem sabe o letão Ernests Gulbis, que vem evoluindo muito. São apenas hipóteses, pois sabemos que jogo se ganha na quadra. O britânico Andy Murray, atual segundo do mundo, e o argentino Juan Del Potro, o sétimo, contundidos, estão fora do torneio.


ROLAND GARROS 2

Sem Thomaz Bellucci, ainda se recuperando de contusão, o único brasileiro confirmado na chave principal de Roland Garros é Rogério Silva, que ontem enfrentou o letão Ernests Gulbis, 40o do mundo. A brasileira Teliana Pereira perdeu na última rodada do qualifying e dependia de uma desistência para entrar na chave principal, como “lucky loser” (quando, por algum motivo, um jogador não pode participar do jogo de primeira rodada, entra um (a) jogador (a) que perdeu na última rodada do qualifying). Caso isso aconteça, ou já tenha acontecido ontem, será a primeira brasileira na chave de um Grand Slam, desde 1983.  A última participação aconteceu com Andrea Vieira, no US Open-Nova York.


NÃO SE FABRICA UM CAMPEÃO

Desde 1983, quando o francês Yannick Noah conquistou o título de Roland Garros ao vencer na final o sueco Mats Wilander, a França, que há décadas vem gastando fortunas na formação de jogadores, não vê um jogador de seu país conquistando um torneio do Grand Slam, que  é formado por quatro torneios – Aberto da Austrália, Roland Garros-Paris, Wimbledon-Londres e US Open-Nova York. O que ocorre na França é o mesmo que ocorre na Inglaterra ou nos Estados Unidos, países que já foram referências em tênis, mas que hoje buscam maneiras para ter novamente um campeão. Dinheiro e treinamentos mirabolantes não bastam. Um campeão é nato, não se forja ou fabrica. É preciso ter, além de talento técnico e físico, uma força mental, que não pode ser ensinada; ou você tem ou não. A maior prova disso é o brasileiro Gustavo Kuerten (Guga), que sendo de um país onde, principalmente em sua época, a ajuda a atletas era praticamente nenhuma, mesmo assim chegou ao topo do ranking. Há de se reconhecer o trabalho de seu técnico Larry Passos, mas outros bons, ou até mesmo ótimos juvenis, passaram pelas mãos de Larry, e Guga foi o único que chegou; e como chegou!


BRASILEIROS

Conforme ranking mundial divulgado ontem, os brasileiros mais bem classificados são: Thomaz Bellucci, 44a posição; Rogério Silva, 94a; João Souza (Feijão), 114a, e Tiago Alves, 195a. No feminino: Teliana Pereira, 130a posição; Paula Gonçalves, 324a; Maria Fernanda Alves, 379a, e Beatriz Haddad, 405a posição. 


ROGER GUEDES

Em torneio ITF (Federação Internacional de Tênis) Seniors, válido pelo grupo II, disputado no Marina Barra Clube do Rio de Janeiro, o bauruense Roger Guedes foi vice-campeão na categoria 60/64 anos; o campeão foi o paulistano Galba Couto. Mas Roger não perdeu jogando: por problemas de programação, em razão das chuvas, o bauruense, já com passagem de volta marcada, se viu obrigado a voltar para Bauru antes do jogo final. A partir do próximo dia 3, Roger, que atualmente ocupa a 7a posição no ranking mundial, vai participar, em Lima (Peru), do ITF Seniors, grupo I.


EM AVARÉ

Em torneio federado disputado no último final de semana em Avaré, os bauruenses João Pedro de Paula e Silva e Matheus Beckers Almeida foram segundo e terceiro colocados, respectivamente, na categoria 14MB.


DICA

Além de tentar melhorar os golpes, melhorar a movimentação de pés e pernas é, também, imprescindível para quem quer melhorar o nível de jogo. Uma das maneiras de melhorar essa movimentação é dar um pequeno pulo, com ambos os pés, sempre que o adversário estiver fazendo o contato bola-raquete. Isso vai facilitar sua arrancada em direção à bola que se aproxima, muito mais rapidamente do que se ficasse com os pés plantados no chão; afinal, quando a bola vem em sua mão (em sua direção, perto do corpo) é fácil devolvê-la, mas quando o golpe te obriga a se deslocar para longe, é preciso um trabalho de pernas e pés que te proporcione chegar e bater na bola como se ela tivesse vindo em sua mão.


REGRA

Se ao levantar a bola para sacar, o sacador tocar na linha (com um dos pés) antes de fazer o contato da bola com a raquete, uma falta de pé é considerada e o jogador perde esse saque. Porém, se o jogador lançar a bola e tocar a linha, mas por algum motivo não golpear a bola, nada é considerado e o saque deve ser repetido.


CURIOSIDADE

Pessoas têm curiosidade em saber o número de bolas que são usadas em uma partida de um torneio profissional. Em torneios APT Tour 250 e 500, Masters 1000 e Grand Slams, são usadas seis bolas ao mesmo tempo, as quais são trocadas, na primeira vez, após sete games, e depois a cada nove games. A primeira troca é feita depois de sete games em razão de que as mesmas foram usadas, também, no aquecimento (bate-bola), durante cinco minutos. Em torneios da categoria challenger, são usadas quatro bolas ao mesmo tempo, que também são trocadas, na primeira vez, depois de sete games, e depois a cada nove games. Outra curiosidade que muitos não sabem é por que os jogadores, antes de executarem o saque, pegam na mão três ou quatro bolas, dão uma olhada e depois devolvem as excedentes ao pegador. Nessa “olhada”, os jogadores estão escolhendo as mais novas, ou seja, aquelas que, por algum motivo, foram menos usadas na partida. As bolas mais novas são mais rápidas, o que facilita ao sacador e dificulta ao recebedor, diante da maior velocidade que desenvolvem.


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