09 de julho de 2026
Nacional

Chuva estraga cobertura da Fonte Nova

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Uma parte da cobertura da Fonte Nova não resistiu a uma chuva forte que atingiu Salvador na manhã de ontem e acabou rasgando devido ao acúmulo de água. A arena, que teve custo de R$ 689,4 milhões, foi reaberta em 7 de abril e receberá três jogos da Copa das Confederações, em junho deste ano, e também será sede de partidas da Copa-2014.

O problema ocorreu no setor leste do estádio, em um dos 36 painéis da membrana de cobertura do estádio, que se rompeu. O consórcio que administra a arena, formado pelas empresa OAS e Odebrecht, diz que enviou técnicos ao local para avaliar o estrago.

Em nota oficial, o consórcio informou que o caso está sendo apurado e que os serviços de reparo já foram iniciados.

Desde sua reinauguração, a Arena Fonte Nova já foi palco de outros problemas e imprevistos. O primeiro deles foi em relação a pontos cegos da arquibancada. O consórcio da arena prometeu resolver o problema.

Outra polêmica envolvendo o estádio foi a “chuva de caxirolas”. Revoltados com o desempenho de seu clube, os torcedores do Bahia jogaram dentro do gramado os chocalhos de plástico que haviam sido distribuídos no clássico contra o Vitória no dia 28 de abril.

No início de abril, fora do estádio, houve confusão envolvendo as torcidas de Bahia e Vitória durante a venda de ingressos para o jogo que marcou a reinauguração.

Na fase de grupos da Copa das Confederações, a Fonte Nova será palco de dois jogos: Nigéria x Uruguai, em 20 de junho, pelo Grupo B, e Brasil x Itália, em 22, pelo Grupo A. Além destas partidas, o estádio sediará a disputa do 3.º lugar da competição.

Oito anos antes, outro estádio da Copa das Confederações também enfrentou problema semelhante. Mas na Alemanha. Na final do torneio preparatório para a Copa do Mundo de 2006, em Frankfurt começou a chover minutos antes do início de Brasil x Argentina e, antes da metade do primeiro tempo, a chuva virou temporal.

O moderno e vistoso teto retrátil do Waldstadion, estádio cuja reforma custou 188 milhões de euros (cerca de R$ 545 milhões na época), primeiro revelou algumas poucas goteiras e certa vulnerabilidade à chuva. Em meio a relâmpagos e trovões, os pingos que caíam deixavam o gramado escorregadio, causando muitas quedas entre os jogadores das duas equipes.

Quando o volume d’água aumentou, abriu-se um rombo na cobertura, pelo qual passou a vazar uma verdadeira cachoeira, quase em cima da marca de escanteio do lado direito do ataque do Brasil no primeiro tempo. Os fotógrafos que estavam ali perto tiveram de ser remanejados.

Para tentar acelerar a drenagem, operários recorreram à rudimentares tridentes, com os quais furavam o chão. O sistema de som do estádio pediu aos torcedores que evitassem sair de seus lugares, porque as escadarias estavam escorregadias.