A Igreja Católica da Venezuela informou ontem que tem dois meses de reservas de vinho usado para celebrar a eucaristia. Os templos podem ficar sem a bebida devido às dificuldades enfrentadas pela única fabricante do produto no país.
Representante da igreja, disse que a Bodegas Pomar, responsável pelo fornecimento, não poderá mais prover o vinho necessário para a eucaristia por ter dificuldades para conseguir insumos para sua produção.
A empresa é uma das subsidiárias da Alimentos Polar, cujo dono é Lorenzo Mendoza, um dos empresários mais importantes do país e um dos maiores opositores ao presidente Nicolás Maduro. A Polar também é dona da maior fábrica venezuelana de fábrica de milho, ingrediente da arepa, base da alimentação local.
Lucker não descartou que possa pedir ajuda ao governo para importar o vinho para as igrejas, que é diferente do comum por ser natural e sem conservantes e mais difícil de encontrar. Ele sugeriu a importação de vinhos chilenos ou argentinos para suprir a necessidade em caráter provisório.