09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Um homem acolhedor


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Solidariedade, substantivo, mas não abstrato quando trata-se de uma personalidade do formato do menino, do jovem, do homem, do idoso e do centenário Sebastião Paiva, que semeou suas escolhas e investiu suas ações no submundo, na solidão, abandono e na miséria extrema que tanto a presidente Dilma clama que está erradicando. Sim, está, pois com pessoas como Paiva, que acolheu uma cidade do porte de Bauru e região, dando moradia, dignidade, alimento e ternura para aqueles que não tinham para onde ir e não sabiam de onde vinham, tal a exclusão que os atingiam no nada. Senhora Dilma Rousseff, tardiamente iniciou vários projetos que foram inéditos na nossa cidade e que nem teve a curiosidade de saber como a miséria extrema sobrevivia antes dela assumir o Palácio do Planalto, na região centro-oeste do estado de São Paulo.

Com o poder, tudo fica fácil e colorido nos órgãos midiáticos. Mundo mágico, mesmo. Mas os caros missivistas desse nomeado JC sabem que tudo na vida real é doído e sem lume. Breu, mesmo! Um século não é pouco tempo... Um século acolhendo vidas e criando sonhos é tempo demais ... Mas nosso Chico Xavier, como sabiamente registrou nosso brilhante deputado estadual Pedro Tobias, saía pedindo, quando a idade ainda permitia, pelos hipossuficientes. Tão forte no fazer que agregou várias pessoas para ajudá-lo nessa missão honrosa, mas árdua. Viveu e sobreviveu heroicamente! Bauru jamais o esquecerá e sua história será contada em livros, em versos e por várias gerações de criaturas gratas que não o apagarão de suas retinas, mesmo que cansadas.

Paiva enfrentou sem barulho, a miséria extrema, resgatou deficientes mentais, crianças e idosos, apenas com o condão da humildade e do coração. Difícil, quase impossível, a continuidade perfeita de seu universo de trabalho (aliás, só aprendeu a trabalhar durante sua vida), mesmo porque no nosso país de múltiplos decretos e burocracias, se alguém não enfrentar celeremente, a miséria acaba sendo erradicada simplesmente pela morte. Descanse, pois você mais que ninguém, tem esse direito.

Professora Catarina Carvalho e centenas de pessoas que queriam prestar uma singela homenagem a um grandioso gênio da solidariedade