09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Um adeus a Sebastião Paiva


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Neste ultimo dia 25, despediu-se desta cidade de Bauru um dos seus mais ilustres moradores, o sr. Sebastião Paiva. Homem abençoado de coragem, provido de fé viva e esperança, fez do sadio espiritualismo o seu sacerdócio mais sagrado, tendo dedicado toda sua vida a aliviar as agruras morais e físicas de seus semelhantes menos favorecidos. Procurava aliviar a dor e sofrimento daqueles que se encontravam confinados e digladiados na grande arena social. Norteado por uma caridade sublime, assumia com segurança o leme do barco da beneficência, acolhendo aqueles que se afogavam na grande maré de provações da existência humana, náufragos agoniados diante de um mar de desespero.

Esse apóstolo de boas palavras e boas obras, com ideias renovadoras para com as criaturas sedentas de orientação e paz, praticava as teorias salvacionistas e regeneradoras. Tornou-se uma fonte viva de amparo aos desabrigados, vítimas da penúria, que caminhavam com o corpo exausto e dolorido, retirando-as da indiferença social e acolhendo-os para si.

Foi amigo caridoso a minorar o peso da angústia dos mais desvalidos. Esse missionário do amor de Deus iluminava corações e harmonizava as mentes, ciente de que Deus está em toda parte. Construiu a própria felicidade, edificando a felicidade dos outros. No seu valioso trabalho em facilitar a estrada da vida de seus semelhantes, foi um farol abençoado a iluminar aqueles que se debatiam nas sombras, certo de que todas as sombras se desfazem a luz dos céus. Enriqueceu sua alma perante a Contabilidade Divina, cumprindo sua fiel obrigação de servir seus semelhantes, utilizando todo bem material adquirido em serviço honrado na proteção e amparo dos companheiros atribulados.

Em toda sua existência seguiu as normas das Leis Divinas, cuja essência maior é "amar a teu próximo como a ti mesmo", sempre se dispôs a sair de si mesmo para o labor da beneficência. Presidiu nesta cidade o ministério do bem, ciente de que socorrendo os menos ?bons?, se tornariam ?bons? e ajudando os ?bons?, se tornariam ?melhores?. Tinha fé na misericórdia da Providência Divina e nas infinitas possibilidades de renovação do homem, acreditava no ser humano e na sua capacidade infinita de renovação e sublimação.

No educandário da vida, matriculou-se na escola do heroísmo silencioso. Foi um herói discreto, que soube viver, dia por dia, na esfera estreita das próprias obrigações, superando as dificuldades e as provações que surgiram no decorrer de sua longa existência. Sempre humilde e muito discreto, desempenhava os encargos de sua missão terrena, sem muito alarde. As poucas vezes que figurou nas notícias sociais foram em razão do muito afeto de alguns de seus amigos, colaboradores e admiradores do seu iluminado espírito missionário cristão.

Gesiara Monteiro Branco