08 de julho de 2026
Internacional

Mais uma carta com veneno é enviada a Obama

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Uma nova carta com ricina, uma potente substância tóxica, foi enviada nesta quinta-feira (30) ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, um dia depois de um documento similar ter sido encaminhado ao prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, informou o Serviço Secreto.

"O serviço de inspeção de correspondências da Casa Branca interceptou uma carta destinada à Casa Branca que é parecida com as cartas enviadas anteriormente ao prefeito Bloomberg", disse Edwin Donovan, porta-voz do Serviço Secreto, corpo de elite que protege o presidente Barack Obama.

Segundo as autoridades, a carta, que não chegou a entrar nas instalações da Casa Branca, foi examinada para comprovar se continha algum elemento tóxico após ser observado que o postal era muito parecido com os enviados ontem a Bloomberg e ao grupo contra armas presidido pelo prefeito.

O texto do documento era idêntico ao enviado a Bloomberg e dizia: "o que tenho nesta carta não é nada comparado com o que tenho planejado para você", segundo fontes policiais afirmaram para a emissora NBC.

"Os primeiros testes indicaram a presença de ricina", afirmou o porta-voz da Polícia de Nova York, Paul Browne, sobre a carta enviada ao prefeito da cidade.

As três cartas foram enviadas em 20 de maio em Shreveport, Louisiana, e não tinham identificação de remetente. A polícia não encontrou impressões digitais nos documentos.

A ricina é um dos venenos mais potentes do reino vegetal e pode ser fatal, inclusive em pequenas quantidades. Dez gramas podem matar um homem de 100 quilos e o antídoto ainda não é conhecido.

Em meados de abril, uma carta com a mesma substância venenosa foi enviada ao presidente americano e ao senador republicano Roger Wicker, ambas assinadas com a frase "Sou KC e aprovo esta mensagem".

A carta dirigida a Obama foi interceptada em uma agência dos correios durante um controle rotineiro, mas criou alarme por uma possível vinculação com os atentados de Boston, o que foi rapidamente descartado.

Uma terceira carta de aparência suspeita foi enviada ao gabinete do senador democrata Carl Levin em seu Estado natal, Michigan.