10 de julho de 2026
Esportes

Não vou morrer tão cedo, diz ex-jogador de basquete

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, 55 anos, disse nesta sexta-feira (31) que está curado do câncer no cérebro e garantiu que não vai desistir de lutar após passar no mês passado por uma nova cirurgia para a retirada de um tumor no cérebro.

"Esse tumor pegou o cara errado mesmo, não vou deixar [o câncer] me matar. Se eu morrer, é porque me pegou desprevenido. Não vou morrer tão cedo", disse Oscar hoje.

O ex-jogador da seleção conta que está sendo tratado com radioterapia de segunda a sexta-feira e que vai precisar de 30 sessões no total para concluir o tratamento. Ele também passará por quimioterapia, por meio de comprimidos ministrados diariamente.

"Neste momento eu estou curado, já venci e ele [o câncer] não vai voltar", afirmou Oscar.

Em maio de 2011, o "Mão Santa" -apelido que traz desde os tempos de atleta- já havia retirado um nódulo esférico de 7 cm da cabeça, no início da luta contra o câncer.

A cirurgia do mês passado obrigou Oscar a cancelar duas palestras. Ele informou que deve participar de outra atividade no dia 10 de junho.

"Vou continuar fazendo palestras, viajando pelo Brasil e para os Estados Unidos. Até mandei fazer um terno na Inglaterra e sapato para a cerimônia do hall da fama", disse. Ele será homenageado pela Fiba (Federação Internacional de Basquete) no mês de setembro.

Sobre sua recuperação, Oscar fez um paralelo com os Jogos Pan-americanos de 1987, nos Estados Unidos, quando a seleção brasileira derrotou os anfitriões e ficou com a medalha de ouro.

"O Pan vai servir de motivação também. Todo mundo estava desacreditado na seleção." Oscar citou apenas um arrependimento na carreira, em uma partida nos Jogos de Seul-1988.

"A única coisa que me arrependo é de não ter tentado um tiro de três pontos do meio da quadra no jogo contra a Rússia, em 1988. Isso podia ter nos levado para [a disputa do] título olímpico."