Diego Nascimento, de 17 anos, deixou Macapá (capital do Amapá) no começo deste ano para estudar em Bauru. Apaixonado por aviões desde a infância, ele começou a praticar o aeromodelismo aos dez anos de idade, em sua cidade natal. O gosto pelos esportes aeronáuticos veio do pai, Rosevaldo Nascimento, que neste final de semana veio acompanhar o filho no Campeonato de Aeromodelismo de Voo e Precisão (Imac), na Associação Tosi Airmodel Club, entre Piratininga e Bauru.
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João Rosan |
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Aviões expostos no evento |
A paixão pela aviação trouxe Diego até Bauru, para cursar Ciências Aeronáuticas na Instituição Toledo de Ensino (ITE). Apesar dos mais de 3 mil km que separam Bauru de Macapá, o futuro piloto garante que se adaptou bem à Cidade Sem Limites. “Lá em Macapá a base da alimentação são os peixes, aqui o pessoal come mais massa, por exemplo. E agora deu pra ver que em Bauru faz mais frio também, mas gostei daqui”, relata.
“Quando escolhi fazer Ciências Aeronáuticas, vi que poucos lugares tinham o curso, como Goiânia e Porto Alegre, mas escolhi Bauru até pela tradição que a cidade tem na aviação”, explica, ao lembrar que Bauru é a “Capital do Voo a Vela”. Macapá, que é pouco maior que Bauru (tem 415 mil habitantes), é a única capital brasileira sem acesso terrestre: só dá para chegar de barco ou avião.
Ontem, Diego estava competindo na categoria Sportsman. As disputas envolvem ainda as categorias básica e a avançada. As competições prosseguem hoje, se o tempo permitir – em caso de chuva, as provas são suspensas.
Herança
A exemplo de Diego, Pedro Horikawa também herdou do pai o gosto pelo aeromodelismo. Aos 14 anos, o garoto era o mais novo a competir na tarde de ontem. “Comecei aos nove anos, aqui mesmo no Tosi. Meu pai já gostava e um amigo também, aí passei a competir também”, relata Pedro, que viaja a várias cidades para competir.
Marcelo Horikawa, pai de Pedro, é vice-presidente do Tosi Airmodel e um dos organizadores da competição deste final de semana, que é uma etapa do Campeonato Brasileiro. A próxima etapa será em Limeira ou São José dos Campos, no segundo semestre.
Profissional
O aeromodelismo é encarado por muitos como hobby, mas alguns conseguem ter a prática como profissão. É o caso de Fábio Borges, 33 anos. Ele veio de Franca para acompanhar cinco alunos em Bauru. “Sou empresário do ramo, há alguns anos montamos um clube em uma área mais afastada, e lá dentro temos uma loja, com os produtos, temos cursos, e o pessoal pratica. Hoje (ontem) não vim para competir, mas para acompanhar alguns alunos”, cita Borges.
Público regional
Muitas pessoas da região foram até Piratininga para prestigiar as provas. O casal William e Elisangela Assis vieram de Lençóis Paulista. “Eu já pratico o aeromodelismo, mas hoje vim para assistir só. Quem sabe no ano que vem eu não entro na competição”, disse William, que pratica a modalidade em Lençóis e na própria pista de Piratininga.
Serviço
O evento termina hoje, às 17h30, e tem entrada gratuita, com área de alimentação para todo o público, além de exposições dos mais diversos aviões de aeromodelismo. A Associação Tosi Airmodel Club (Atac), fica na rodovia Elias Miguel Maluf, km 1, Piratininga.
Cabe no bolso?
De acordo com os pilotos presentes na competição ontem, um aeromodelo pode custar de R$ 600,00 (básico, para iniciantes) a até R$ 60 mil (jatos, que não costumam ser usados em competição, somente em voos de demonstração. Os modelos utilizados nas provas variam entre R$ 10 mil e R$ 30 mil.