08 de julho de 2026
Saúde

Excelência no tratamento da catarata


| Tempo de leitura: 2 min

Sabe-se que pelo menos 80% do contato com o mundo exterior do ser humano se realiza por meio da visão. Partindo desta premissa, o médico oftalmologista Virgilio Centurion detalha neste artigo uma série de informações essenciais para quem tem catarata. Acompanhe a seguir.

1) A catarata é a primeira causa de cegueira reversível no mundo. Significa que quando bem tratada, há recuperação completa da função visual. Aproximadamente 18 milhões de indivíduos de países em desenvolvimento contribuem para este número vergonhoso no século 21.

2) A catarata atinge indivíduos acima da sexta década de vida, por isso é conhecida como catarata relacionada à idade. Pois bem, a faixa dos indivíduos idosos cresce de maneira vertiginosa não somente nos países desenvolvidos como também nos em desenvolvimento, o que acarreta um aumento considerável da incidência das doenças que atingem as pessoas da terceira idade, incluindo aqui a catarata. O número de cirurgias realizadas no Brasil é estimado em 350.000/ano (com provável déficit de aproximadamente mais 300.000 cirurgias), nos EUA o número é de 3,5 milhões de cirurgias por ano.

3) As tecnologias e técnicas para o tratamento da catarata apresentam hoje um índice de excelência espetacular e continuam em evolução.
Pois bem, temos uma doença incapacitante, com aumento expressivo da população que poderá ser afetada e uma tecnologia e técnica que propicia resultados altamente satisfatórios, porém de custo elevado devido ao material utilizado e tempo de aprendizado do profissional.

Quando temos um paciente com catarata e com indicação cirúrgica, visando oferecer o nível de excelência máximo, seguem alguns pontos fundamentais:

A) Pré-operatório:

?educar o paciente sobre doença, seu tratamento e opções para seu caso. É fundamental.

?exames oftalmológicos complementares como topografia, biometria óptica ou a laser, microscopia especular e avaliação da retina.

?orientar sobre possíveis modelos de lentes intraoculares, em base aos exames e ao estilo de vida do paciente.

B) Transoperatório:

?cirurgia com alta imediata, não sendo necessário realizar em ambiente hospitalar. Porém, o local deve ter as condições necessárias e estar de acordo com as normas dos órgãos competentes.

?anestesia local.

?técnica de última geração com facoemulsificação e microincisão.

?utilização de lentes intraoculares, as mais apropriadas para o caso e tendo a grande chance de corrigir defeitos de visão como miopia, astigmatismo, hipermetropia e presbiopia ou vista cansada.


C) Pós-operatório:
medicamentos com o intuito de evitar possíveis complicações e facilitar a recuperação.