08 de julho de 2026
Ser

?Fabinho é o vilão que sempre quer mais?


| Tempo de leitura: 3 min

Um legítimo bad boy, que sempre quer mais da vida e se julga injustiçado pelo próprio destino. Assim é Fabinho, personagem de Humberto Carrão em "Sangue Bom", seu segundo antagonista na carreira.

O ator, que faz parte do sexteto principal da trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari, diz que o trabalho é uma diversão, principalmente porque reencontrou amigos como Isabelle Drummond e Jayme Matarazzo, atores com quem dividiu as cenas em "Cheias de Charme".

Você acabou de sair de "Cheias de Charme", onde deu vida ao bom moço Elano. Agora, volta aos folhetins como o vilão Fabinho. Como é interpretar o único bad boy entre os seis personagens principais de "Sangue Bom"?

Humberto Carrão - Adoro fazer vilão. Esse é o segundo na minha carreira. O vilão tem sempre um sabor especial, um charme a mais. O Fabinho cresceu junto com o Bento (Marcos Pigossi) e a Amora (Sophie Charlotte), mas ele tem diversas questões por ser adotado. Sempre pensa que deveria estar em um lugar melhor. Ele quer um determinado estilo de vida e é um personagem ambicioso.

Desde novo, ainda no orfanato, Fabinho já tinha uma personalidade diferente dos demais? Já mostrava alguns indícios de sua possível vilania no futuro?

Humberto - Sim, desde pequeno ele mostrava que já tinha certo desvio em sua personalidade. E conforme o tempo vai passando, isso vai ficando mais evidente. Ele não aceita o destino dele. Parece que fica sempre algo pendente, faltando para ele, que sempre quer o melhor.

Você fez algum laboratório especial para viver esse vilão?

Humberto - Quando somos chamados para o papel, os autores já nos apresentam a atmosfera da novela, onde será passada a história, qual é o bairro, dando os pontos chaves para a construção do personagem. Isso ajuda nesse processo de montagem do personagem, que vai ficando mais afinado e afiado.

Em "Sangue Bom", Fabinho usa um figurino que faz jus ao estilo bad boy do personagem. O que achou das roupas? Levaria alguma peça para o seu dia a dia?

Humberto - Sinceramente, eu uso pouco essas roupas. Mas adoro um jaquetão de couro preto, por exemplo. Acho que dá um visual bem transado. Acho o figurino do Fabinho incrível, lindo, com umas calças bem bacanas. O visual está totalmente de acordo com o personagem.

Por falar em autor, mais uma vez você forma parceria com Maria Adelaide Amaral. Como é voltar a fazer novela com a autora que apostou em você para ser um dos protagonistas da trama de "Sangue Bom"?

Humberto - Aqui a galera é muito legal. É uma casa cheia de amigos. E todo mundo vem com gás para somar. Reencontrar com a Maria Adelaide e com o Vincent (Villari), e com muitos amigos, diretores de ?Cheias de Charme?, gente que eu amei trabalhar, é maravilhoso. O Fabinho é um personagem muito bom, só tenho a agradecer.

Essa é primeira vez que você trabalha com Dennis Carvalho...

Humberto - Estou encantado com a forma de trabalhar do Dennis. O clima é maravilhoso e as cenas sempre rendem. Ele é muito bem-humorado e deixa o ambiente de gravação ainda mais leve. Claro que tudo com muita seriedade na hora de gravar as cenas. Tem sido um grande aprendizado trabalhar com o Dennis. Estou muito feliz.

Tem saudade de "Cheias de Charme", do Elano?

Humberto - ?Cheias Charme? foi uma novela que vai ficar para a história. Deu tudo certo. Autores novos estão realizando um trabalho incrível. Acho que o folhetim trouxe um olhar para um foco não tão discutido e retratou uma nova sociedade. Mas acho bacana fazer outro tipo de personagem agora. Fiz duas novelas que tiveram um êxito grande e com personagens que não tinham a mesma característica. Por isso, é legal vir agora com um vilão. É bacana fazer coisas diferentes. O público vê outro lado do seu trabalho.