Antes das 14h, a organização da Parada Gay, que acontece neste domingo (2), já começava a divulgar no carro da organização, em tom de brincadeira, um público de mais de 4 milhões de pessoas.
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Divulgação |
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Aproximadamente 4 milhões de pessoas participam da Parada Gay em SP |
A travesti Silvetty Montilla também brincou com o número de pessoas que participam do evento. "Já são 4,7 milhões".
Ao chegar, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse que "existe amor em São Paulo e no Brasil". Haddad também pediu aos participantes que lutem por direitos iguais.
Marta Suplicy, ministra da Cultura e ex-prefeita de São Paulo, acompanhava Haddad e acenava para o público. Ela também comentou o número de pessoas presentes. "Eu nunca vi a parada tão cheia".
2012
No evento do ano passado, usando método científico, o Datafolha contou 270 mil participantes, o que gerou reação da organização do evento.
Fernando Quaresma, presidente da Associação da Parada do Orgulho Gay afirmou que 270 mil foi o número recebido nos eventos ocorridos em 2002 e 2003, mas que "é impossível" ter atingido esse total de participantes na última edição. Segundo ele, o evento de 2012, que lotou a avenida Paulista e a rua da Consolação, foi um dos melhores já realizados.
A organização e a Polícia Militar não divulgaram estimativas. Ao fim do evento, porém, o trio elétrico da diretoria da Associação da Parada do Orgulho GLBT anunciou que "com certeza" o ato atingiu público de 4 milhões.
Trio elétrico de Daniela Mercury é o mais animado da Parada Gay
A cantora Daniela Mercury começou seu show na Parada Gay por volta das 15h, momentos depois de seu trio elétrico começar a descer a rua da Consolação, com a música "O Canto da Sereia". A partir deste momento, o evento ganhou novo ânimo.
O trio, além de ter o maior número de seguidores, também foi o mais disputado por representantes do movimento LGBT e políticos, como a ministra da Cultura, Marta Suplicy (PT) e o deputado federal Jean Wyllys (PSOL).
Entre as músicas, Mercury emenda discursos contra a homofobia, racismo e intolerância religiosa.
"É um momento [cantar na Parada Gay] muito importante na minha vida e na minha carreira", disse a cantora, momentos antes de subir ao palco.