09 de julho de 2026
Internacional

Turquia tem novo dia de manifestações

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Manifestantes turcos voltaram ontem a se reunir em grande número na praça Taksim, em Istambul, desta vez de forma pacífica, depois de violentos confrontos com a polícia na última semana. Há estimativas de que 10 mil pessoas ocuparam a região, carregando bandeiras e pedindo a renúncia do governo.


A Capital da Turquia, Ancara, contudo, continuou a registrar enfrentamento entre manifestantes e policiais.


Houve uso de bombas de gás lacrimogêneo para impedir uma marcha até o gabinete do primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan, e canhões de água tentavam dispersar o protesto.


A terceira maior cidade turca, Esmirna, também teve casos de violência ontem, assim como Adana, no Sul do país.


Os conflitos deixaram mais de 1.000 feridos e duas mortes desde que começaram, segundo o escritório turco da Anistia Internacional.


O Ministério do Interior declarou que mais de 1.750 pessoas foram detidas desde o início dos mais de 90 protestos pelo país - mas que a maioria já foi liberada.


Na noite de anteontem, após reiteradas acusações de excesso no combate às manifestações, a polícia deixou a praça Taksim e removeu as barreiras que havia instalado.


Os protestos começaram na segunda-feira passada, criticando a derrubada de árvores na área que é hoje um parque anexo à principal praça da cidade, e que deve se tornar um centro comercial e uma grande mesquita pela proposta oficial.


No fim da semana, contudo, se converteram em manifestação crítica ao governo de Erdogan, no poder desde 2003 e acusado de autoritarismo pela oposição. O uso excessivo da força pela polícia na repressão ao movimento aumentou a insatisfação dos críticos à sua gestão.


O prefeito de Istambul, Kadir Topbas, disse no fim de semana temer que os episódios de violência prejudiquem a candidatura da cidade para sediar os Jogos Olímpicos de 2020. Para Topbas, a retirada das forças policiais foi “tardia demais”.