10 de julho de 2026
Regional

MST ?ganha? 1 dia para sair da fazenda

Lilian Grasiela (com José Maria Tomazela)
| Tempo de leitura: 1 min

Aproximadamente 300 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que estão acampados desde a manhã do último domingo na fazenda Santo Henrique, pertencente a Cutrale, em Borebi, “ganharam” ontem da Justiça mais 24 horas de prazo para desocupar a propriedade. Anteontem, a Justiça de Lençóis Paulista concedeu liminar à empresa determinando a reintegração de posse em 24 horas.

O grupo recebeu do oficial de justiça a notificação para desocupar a área por volta das 17h da segunda-feira. A pedido do advogado do MST, porém, o mesmo juiz que determinou a reintegração de posse concedeu 24 horas a mais de prazo para que os sem-terra deixassem a fazenda. Até o final da tarde de hoje, a ordem judicial deverá ser cumprida sob pena de multa diária de R$ 500,00 por integrante presente no local em caso de descumprimento.

Segundo o MST, as famílias deixarão a fazenda hoje de manhã e seguirão para um ato político no Centro de Bauru. Em nota, o grupo informou que o recente assassinato do indígena terena Oziel Gabriel, em Sidrolândia (MS), trouxe à tona um conflito permanente no campo, envolvendo agronegócio, reforma agrária e demarcação das terras indígenas. “Os sem-terra acreditam que é necessário recolocar a reforma agrária no centro do debate político”, declara. De acordo com o movimento, as famílias acampadas na fazenda da Cutrale foram ameaçadas por pistoleiro na segunda-feira. Dois homens teriam ido de carro até o portão da empresa e um deles teria saído do veículo com um capuz preto e uma arma na cintura, tentando entrar à força na fazenda. A Polícia Militar  informou desconhecer a ameaça e disse que mantém rondas com viaturas na região.