Os investigadores da ONU reagiram com cautela ontem ao anúncio da França de que os testes de laboratório provaram que as forças do presidente sírio, Bashar al-Assad, usaram o gás sarin na guerra civil na Síria.
Autoridades francesas disseram na terça-feira que os testes foram os primeiros a cumprir com as normas internacionais e provaram que armas químicas foram usadas na Síria. Paris entregou os resultados à equipe de investigação de armas químicas da ONU, chefiada pelo cientista sueco Ake Sellstrom.
Os Estados Unidos também reagiram com cautela ao anúncio francês, dizendo na terça-feira que não estavam prontos para dizer que o governo sírio usou armas químicas no país devastado pela guerra.
A Grã-Bretanha afirmou na semana passada que escreveu ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, sobre ataques suspeitos de armas químicas em março e abril por forças do governo sírio. A carta britânica se referiu a três locais diferentes na Síria.
O governo sírio negou o uso de armas químicas e, por sua vez, acusou os rebeldes de implantá-las.
EUA condenam ataque
A Casa Branca condenou ontem o ataque à cidade síria fronteiriça de Qusair por forças do governo da Síria, que trabalharam com os aliados do grupo libanês Hezbollah para assumir o controle do local que estava em poder dos rebeldes.
“Está claro que o regime não poderia disputar o controle da oposição em Qusair por conta própria e está dependendo do Hezbollah e do Irã para fazer o trabalho em Qusair”, afirmou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney.