Após investigações, dois irmãos, de 15 e 17 anos, foram apreendidos pela Polícia Civil, ontem de manhã, no Núcleo Habitacional Antônio de Conti, em Pederneiras (26 quilômetros de Bauru), com várias porções de crack. Além de confessarem que vendiam drogas visando conseguir dinheiro para se divertir, eles armazenavam num computador vídeos pornográficos com imagens de sexo explícito envolvendo menores de 18 anos e animais.
De acordo com o delegado titular do município, Eduardo Herrera dos Santos, durante as buscas na residência, os policiais encontraram duas pedras brutas de crack, que poderiam render cerca de 40 porções para a venda, escondidas dentro de um par de tênis, no quarto dos jovens. O adolescente de 17 anos tentou correr e dispensar a droga, mas foi contido pela polícia.
No guarda-roupa, foram localizadas nove pedras de crack embaladas. Outras três porções da droga estavam escondidas em um estojo. O adolescente mais velho confessou que vendia crack e assumiu a propriedade das porções menores. Ele alegou que as pedras brutas eram do seu irmão, que havia “investido no negócio”, mas negou que ele vendesse o entorpecente.
Os jovens disseram ao delegado que haviam comprado o crack de um desconhecido, no Centro de Bauru, por R$ 200,00 e que teriam o mesmo valor de “lucro”. Segundo eles, o dinheiro seria gasto com bebidas, roupas, lanches e diversão. Existe a suspeita de que a droga era comercializada em uma praça ao lado de uma escola no mesmo bairro.
Com os adolescentes, de acordo com Santos, foram apreendidos ainda R$ 12,00 e computador com vídeos pornográficos com títulos e conteúdos de sexo explícito envolvendo menores de 18 anos e animais. Na casa da namorada do jovem de 17 anos, a polícia apreendeu uma moto CG 125 Titan preta, sem placas, parcialmente depenada e com o chassi adulterado.
Os dois irmãos foram ouvidos na presença do Conselho Tutelar e apresentados ao Juizado da Vara da Infância e Juventude após o registro do boletim de ocorrência por ato infracional de tráfico de drogas, associação para o trafico, resistência e por armazenar vídeo que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente.
“Importante frisar que a irresponsabilidade dos adolescentes está patente ao ingressarem no mundo do comércio ilegal de drogas visando auferir dinheiro fácil para gastar em diversão, bem como o desconhecimento quanto a ilegalidade em armazenar vídeos com conteúdos pornográficos envolvendo criança ou adolescentes em cenas de sexo ou pornografia”, diz o delegado.