Os nove acusados de corrupção presos na Operação Injustiça, deflagrada há exatamente um mês pelo Ministério Público Estadual (MPE), por meio do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), estão em liberdade. Ontem, um habeas corpus liberou os últimos dois acusados (um oficial de Justiça e um localizador) que ainda estavam presos em Tremembé, a cerca de 360 quilômetros de Bauru.
Conforme o JC veiculou, as investigações do MPE apontaram que o grupo agia ‘furando a fila’ nos mandados de busca e apreensão de veículos de acordo com o interesse de empresas de cobrança, financeiras e escritórios de advocacia. Há um mês, foram cumpridos os mandados de prisão temporária de uma advogada, cinco oficiais de Justiça e três localizadores de carros. Alguns acusados liberados se comprometeram em colaborar com as investigações. Em outros casos, advogados conseguiram na Justiça provar que a soltura dos acusados não iria interferir enquanto corre o processo.
De acordo com o Gaeco, os localizadores eram incumbidos de fazer o levantamento dos veículos que estavam em débito. Já os oficiais, informa o MPE, recebiam entre R$ 300,00 e R$ 750,00 por cada apreensão agilizada. Em um único mês, chegavam a cumprir 40 mandados de busca e apreensão.
Os acusados liberados terão de comparecer mensalmente ao Fórum; não podem sair da Comarca sem autorização da Justiça; estão proibidos de manter contato com outros investigados ou com pessoas ligadas ao caso e, por fim, estão suspensos das funções públicas até terminar o processo.