10 de julho de 2026
Nacional

Inflação surpreende e avança em maio, mas é menos que o previsto pelo mercado

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Passada a fase mais aguda da pressão sobre os preços de alimentos e sem o impacto do reajuste dos remédios, o ritmo de alta da inflação em maio declinou. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), índice oficial e referência do sistema de metas do governo, registrou alta de 0,37%, abaixo dos 0,55% apurados em abril.


O resultado do índice foi melhor que o esperado pelo mercado, de alta de cerca de 0,40%.


Com o resultado, a taxa acumulada de janeiro a maio ficou em 2,88%. Já a inflação em 12 meses somou uma variação positiva de 6,5%, exatamente igual ao teto da meta do governo.


Em março, o estouro do teto, com taxa de 6,59% em 12 meses, acendeu o sinal de alerta do governo e o Banco Central começou a elevar a taxa de juros.


A preocupação com o descontrole da inflação levou o BC a surpreender o mercado e elevar a taxa básica de juros em maio num ritmo superior ao previsto -em 0,5 ponto percentual, para 8% ao ano. A autoridade monetária já havia aumentado a Selic em 0,25 ponto em abril de 7,25% para 7,50% ao ano.


Segundo especialistas, o temor é que a inflação -especialmente de alimentos, que compromete mais o poder de compra das classes de menor renda- afeta a avaliação do governo Dilma neste ano pré-eleitoral. Pesquisas internas encomendadas pelo Planalto, segundo reportagem da Folha de S.Paulo, já indicaram uma piora.


Freio


Em maio, as alimentos cederam para uma alta de 0,31% -abaixo do avanço de 0,96% registrado em abril. Também contribuiu para a freada da inflação o grupo de transporte, que registrou uma deflação de 0,25% contra uma taxa também negativa de 0,19% em abril.


O fim do período de reajuste dos remédios, cujos preços subiram 2,99% e representaram o principal impacto sobre o IPCA daquele mês (0,10 ponto percentual), também contribuição para a desaceleração da taxa de maio.


O IPCA é pesquisado mensalmente em nove regiões metropolitanas e duas capitais do país (Brasília e Goiânia) para famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos.