08 de julho de 2026
Internacional

Obama e líder chinês evitam atrito

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, rejeitou comparações entre os ataques de hackers a instituições americanas estatais e privadas e os monitoramentos do governo local sobre dados telefônicos e virtuais de cidadãos no mundo, conforme revelações publicadas na semana passada pela imprensa americana.

Barack Obama, que anteriormente já creditou a fontes chinesas a responsabilidade pelos ataques virtuais contra alvos americanos, falou na noite de anteontem a repórteres durante pronunciamento conjunto com Xi Jinping. O presidente chinês faz sua primeira visita oficial aos Estados Unidos desde que ascendeu à liderança do país, em março.

Questionado se a China seria a responsável pela recente onda de ataques virtuais, o mandatário chinês desconversou e disse que seu país é também uma vítima dos hackers.

Ambos minimizaram a prioridade do tema na pauta deste encontro inédito entre as lideranças das duas maiores potências mundiais. Entretanto, reforçaram o desejo de que os países ajam em conjunto para reforçar a segurança on-line no mundo.

Trata-se do primeiro encontro ao vivo do presidente americano com o líder chinês. A pauta anteriormente projetada eram a tensão entre as Coreias, movimentos militares e reivindicações territoriais.

O recente escândalo do monitoramento de telefonemas e dados de servidores virtuais pela Agência Nacional de Segurança americana (NSA, em inglês) - que pode ter afetado dados telefônicos e virtuais de civis publicados em sites como Facebook e Google e, segundo as autoridades, visa coibir atos de terrorismo - monopolizou as atenções iniciais.

Não o suficiente, porém, para esquentar o discurso de Obama, que pareceu esforçar-se para não confrontar o colega chinês e resguardar de arranhões a relação entre as duas maiores potências mundiais.

“Questões de segurança virtual, como furtos ou ataques de hackers, não são exclusivas à relação entre Estados Unidos e China. Muitas vezes os atores envolvidos nelas nem são estatais”, disse o americano. Obama acrescentou ainda que os países “podem trabalhar juntos nesse assunto ao invés de confrontar propósitos. Uma China próspera, segura e pacífica é boa para o mundo e para os EUA.”

Xi, por sua vez, proclamou “um novo e histórico marco inicial” na relação. Para ele, a questão que importa agora é “Como nossos países podem promover a paz no mundo?”