08 de julho de 2026
Bairros

Paciente morre à espera de UTI


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Alexandro de Jesus Nogueira é mais uma vítima da fragilidade da saúde pública. O paciente morreu ontem, no Pronto-Socorro Central (PSC) de Bauru, à espera de transferência para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Um impasse na comunicação entre a Secretaria de Estado da Saúde e o PSC pode ter gerado a demora no encaminhamento da vítima.

Em nota divulgada pela reportagem da TV Tem, ontem à noite, a secretaria afirma que o pedido foi encaminhado pelo Pronto-Socorro, mas em nenhum momento o PSC deixou claro que o caso do paciente que morreu ontem era de extrema urgência.

O diretor do Departamento de Urgência e Emergência (DUE) da Secretaria Municipal de Saúde, Luiz Antônio Sabbag, ressaltou que, quando o pedido de UTI é solicitado, já fica implícito que o caso é grave. “Ele pode ter morrido pela falta de leito. Se ele tivesse sido transferido a tempo, talvez tivesse mais chances, mas isso também não quer dizer que ele tivesse sobrevivido”, ponderou.

Alexandro Nogueira deu entrada no PSC com pneumonia, em estado grave. Ainda segundo Sabbag, o paciente já possuía uma sequela de traumatismo cranioencefálico e apresentava um quadro de insuficiência respiratória. Enquanto ficou aguardando um leito por dois dias, o paciente estava entubado.

Sabbag declarou que a prefeitura está fazendo o seu papel, remodelando o PSC e prestes a inaugurar a 4ª Unidade de Pronto Atendimento (UPA), prevista para atender a população antes do dia 1º de agosto, aniversário de Bauru. “Com a nova UPA do Geisel nós vamos poder desafogar um pouco o Pronto-Socorro para poder reformá-lo”, concluiu.

Gisele

A falta de vagas de UTI vem se tornando algo usual em Bauru. A família de Gisele Valdenice Viana, 22 anos, procurou o Jornal da Cidade no final de maio devido à dificuldade em conseguir uma vaga de internação. Com insuficiência renal, Gisele vinha sendo submetida à hemodiálise.

A operadora de caixa passou mal dia 27 de maio e procurou o PSC dois dias depois. A vaga no Hospital Estadual só foi obtida por meio de mandado judicial no dia 31 de maio. Cinco dias depois, no entanto, Gisele não resistiu e morreu.