09 de julho de 2026
Nacional

Movimento Passe Livre quer reunião com Haddad para debater tarifa

Por Leandro Machado | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Em reunião realizada na manhã desta segunda-feira (17), o Movimento Passe Livre, que organiza os protestos contra a redução da tarifa do transporte em São Paulo, convidou o prefeito Fernando Haddad (PT) para debater o reajuste na quarta-feira, às 10h, na sede do Sindicato do Jornalistas.

Apesar de terem confirmado presença na reunião extraordinária do Conselho da Cidade marcada para amanhã, os integrantes afirmam que o encontro não é o espaço ideal para discutir o aumento. O conselho é um órgão consultivo criado pelo prefeito neste ano e reúne 136 membros de movimentos sociais, entidades de classe, empresários, entre outros.

Os integrantes do movimento também comentaram a reunião com o secretário de segurança pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira, para debater o trajeto do protesto de hoje, marcado para as 17h no largo da Batata, zona oeste da cidade.

"Nós não sabemos qual vai ser o trajeto. Ele surge na hora, depende do número de pessoas e dos grupos presentes", afirmou um dos integrantes.

Eles querem usar o espaço com o secretário para discutir a repressão e a forma como a polícia vai atuar. "O movimento é pacífico. O vandalismo acontece como reação à violência policial. A gente não estimula o vandalismo", disseram os integrantes.

Reforço

Os protestos contra o aumento das tarifas de transporte público devem ganhar reforço do movimento gay, de trabalhadores e até de mães de manifestantes.

As mães estão se mobilizando para comparecer hoje ao quinto ato que pede revogação do aumento das passagens do transporte público em São Paulo. A concentração será às 16h, em frente ao Instituto Tomie Ohtake.

O evento, criado no Facebook para organizar o encontro, contava com mais de 1.500 confirmações até a tarde de ontem. "Acho importante que não seja um movimento caracterizado como só de jovens", diz Noemi Jaffe, mãe de dois manifestantes.

A ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) também divulgou apoio à manifestação e convocou todos os associados e entidades filiadas a "somarem-se nas ruas nessa luta que também é nossa".

Metalúrgicos de São José dos Campos, trabalhadores rurais do interior paulista, operários da construção civil e funcionários do comércio também integram algumas das categorias que devem engrossar os protestos a partir da semana que vem.

A CUT (Central Única de Trabalhadores) e Força Sindical se posicionaram contra a repressão policial nas manifestações. Mas não está certo a participação de seus sindicatos no protesto de hoje.