A rejeição da população americana ao amplo programa de vigilância governamental de chamadas e e-mails recém revelado nos EUA chega a 61%, segundo pesquisa encomendada pela rede de TV CNN.
A cifra dos que questionam Barack Obama supera os 52% que em 2006 disseram não aprovar a maneira como George W. Bush lidava com o mesmo tema, na esteira do combate ao terrorismo após os ataques de 11 de Setembro.
Para 43% da população, Obama foi longe demais ao restringir liberdades civis em nome do combate ao terrorismo enquanto 38% avaliaram que o governo americano atuou na medida certa. Questionados especificamente sobre o registro e análise de telefonemas pelo governo, a população se dividiu: 51% diz que ele fez o correto, enquanto 48% respondeu que foi errado. No caso de registros de atividades na internet, 66% apoiam a vigilância.
No mesmo levantamento, feito neste mês, Obama obteve a sua mais baixa aprovação em um ano e meio: 45%. Ele perdeu terreno entre independentes, com 61% de desaprovação.
China pede explicação
A China fez ontem seus primeiros comentários substanciais sobre os programas de vigilância dos EUA na Internet, exigindo que Washington preste explicações à comunidade internacional.