09 de julho de 2026
Nacional

Lojas são saqueadas; agências bancárias sofrem depredação

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Muitas lojas apresentavam sinal de destruição na noite desta terça-feira (18) e início da madrugada de hoje (19) após os protestos realizados na região central de São Paulo. Houve saques e depredações, e ao menos dez pessoas foram presas, segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública).

"Levaram tudo. Só não levaram geladeira e fogão porque não aguentaram", afirmou um dos seguranças de uma loja da rede Magazine Luiza, que ficou destruída. Ele disse ter visto inclusive uma moto ser levada por um suposto manifestantes após o saque a uma loja da região.

Nas Lojas Americanas foram roubadas cerca de dez televisores. "Só não levaram as TVs de tubo", disse o gerente da loja, que não quis se identificar. Já o funcionário de uma loja da Claro afirmou que se trancou dentro do estoque, enquanto todos os aparelhos do mostruário eram roubados.

Entre as lojas invadidas estão a Dibs, Marisa e Cacau Show. Também houve depredação de agências bancárias e de uma base da Polícia Militar.

Theatro Municipal

Os espectadores que deixaram a sala do Theatro Municipal no intervalo entre os dois atos da ópera "The Rake's Progress", entre 20h e 23h de terça-feira, foram surpreendidos por ações de manifestantes do lado de fora da casa.

Várias pessoas presentes na apresentação relataram que um pequeno grupo de manifestantes deu chutes e jogou objetos contra a porta de entrada do teatro.

"A rua da frente estava tomada por manifestantes. Alguns deles começaram a forçar a porta, e havia fogo na rua. Depois, começaram a atacar coisas na varanda da frente e das laterais", conta Letícia Chorociejus, 26, estudante.

"Chegaram a bater na porta", conta o assistente jurídico Denis Cassettali, 33. Segundo ele, funcionários do Municipal pediram então para que as pessoas voltassem à sala de apresentação, e as luzes do hall foram apagadas.

O segundo ato transcorreu normalmente. Ao final da ópera, o público deixou o teatro por uma porta lateral, sob a vigilância de um grupo de cerca de 20 policiais da PM. O hall de entrada permanecia no escuro.

"Ficamos todos com muito medo. Não é destruindo coisas e amedrontando pessoas que se protesta. Fiquei com medo também pelo teatro, que para mim é um templo", disse a professora aposentada Eunice Alves da Silva Neves, 89.