09 de julho de 2026
Regional

Manifestação em Marília tem depredação de prédio e prisão

Ramon Barbosa Franco
| Tempo de leitura: 2 min

Protesto realizado no Centro de Marília (100 quilômetros de Bauru) na noite de anteontem por cerca de 500 pessoas precisou ser contido pela Tropa de Choque da Polícia Militar.

Os militares utilizaram bombas para dispersar os participantes, que apedrejaram o prédio da prefeitura. Uma estudante universitária, de 22 anos, foi presa sob suspeita de depredação ao patrimônio público e agressão a um policial. A jovem, que não teve sua identidade revelada, foi transferida para a cadeia de Piraju.

De acordo com as informações do capitão da PM Denilson Evangelista, um policial levou uma pedrada na cabeça e precisou ser levado a um pronto-socorro.

Um jornalista que cobria a manifestação também acabou se ferindo na confusão. Estilhaços de uma bomba de efeito moral atingiram sua perna. Além de bomba, a PM usou gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.

Junto com o choque, a polícia usou cavalaria, ronda motorizada e destacamento do canil.  Para o bancário Sidney Minali, ex-vice-presidente da Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, que acompanhava a manifestação, o uso de bomba pela PM foi exagerado.

“A PM usou bombas sem necessidade. O protesto estava acontecendo em paz, de forma bonita e sem violência, quando as bombas começaram a estourar”, afirmou.

A PM diz que não houve nenhum contato entre policiais e manifestantes. “Recorremos às bombas apenas para dispersar o grupo que causou tumulto. Não houve contato direto nem uso de balas de borracha, que foram proibidas pelo governador”, afirmou o capitão Evangelista.

Antes do ataque ao prédio da prefeitura, que resultou em várias vidraças quebradas, os manifestantes hostilizaram uma equipe de televisão. A transmissão ao vivo do confronto precisou ser interrompida e houve a tentativa de esvaziamento dos pneus do veículo da reportagem.

Os manifestantes jogaram pedras no Paço Municipal ainda com funcionário públicos no local. Os funcionários entraram em pânico e pediram por socorro. Após o apedrejamento, alguns dos protestantes invadiram o local.

Nenhum servidor municipal ficou ferido. Uma estudante que estava entre os manifestantes foi localizada pela PM escondida dentro de uma sala da prefeitura. A universitária disse que se refugiou porque estava com medo dos policiais. Ela acabou presa e levada para a cadeia de Piraju.