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Transurb afirma que 17 coletivos foram pichados; manifestantes e PM consideram atos isolados e reafirmam protesto pacífico |
Após a manifestação que colocou 6 mil pessoas nas ruas de Bauru, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) deu os primeiros sinais de que pode rever os valores da tarifa do transporte público. Ele já tinha afirmado que estudava possíveis soluções, porém revelou agora que pode apresentar uma proposta aos manifestantes no início da semana que vem.
O chefe do Executivo disse que está aguardando as negociações com os motoristas de circulares, que entraram em greve ontem (leia mais nas páginas 10 e 11), para calcular o que poderá alterar na tarifa. “Esperamos fechar essa negociação na segunda-feira. Então, na própria segunda ou na terça acredito que eu já possa conversar com o movimento”.
Após ter sofrido um aumento de R$ 0,20, o valor da tarifa em Bauru teve uma redução de R$ 0,10 na semana passada por conta da isenção de tributos federais a empresas prestadores do serviço.
Em relação à manifestação, Agostinho comemorou o fato de ela ter sido pacífica. “Acompanhei de longe e achei muito positiva. O fato de não ter havido violência foi muito bom”.
E o grupo “Bauru Acordou” define hoje quais os próximos passos das manifestações. Em assembleia às 18h no Parque Vitória Régia, será decidida, inclusive, a data do terceiro ato de protestos na cidade.
Apesar da reunião, os organizadores afirmam que, em hipótese alguma, haverá manifestação hoje. “Queremos deixar claro que é realmente uma assembleia. Apesar de ser aberto a todos que quiserem participar, não será realizado o ato amanhã (hoje). É algo para discutir mesmo todos os rumos”, explica Tales de Freitas.
Mesmo afirmando que a assembleia será aberta, eles solicitaram para que a imprensa não participe do encontro.
Pelas redes sociais, houve até uma confusão sobre a data da assembleia. Alguns manifestantes chegaram a marcar o terceiro ato para hoje. Depois, cancelaram o evento.
Ainda pelo grupo na Internet, uma das maiores discussões é a rota que a manifestação deve seguir. Conforme noticiado pelo JC ontem, durante o segundo ato, houve dissidências e até pequenas tensões a respeito do percurso a ser seguido.
Pichações
Apesar de a manifestação ocorrida anteontem ter sido considerada totalmente pacífica, inclusive pela própria Polícia Militar (PM), houve alguns coletivos pichados.
A assessoria de comunicação da Associação das Empresas do Transporte Coletivo de Bauru (Transurb) afirmou que 12 foram pichados por fora e cinco na parte interna.
“Foram atos totalmente isolados. Nós repudiamos qualquer ação dessas. Inclusive, orientamos a denunciar para a polícia quem ver algo assim”, disse Thyago Cézar.
Além das pichações, um vidro foi quebrado e, de acordo com oficial de Relações Públicas do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4º BPM-I), capitão Alan Terra, um jovem com rojões foi encaminhado para o Plantão da Polícia Civil. Ele foi ouvido e liberado.
“Foram pontos muito pequenos. Foi tudo muito pacífico”, explicou o comandante do 4º BPM-I, tenente-coronel Walter Oliveira.
Roubos
Com os protestos pacíficos, é preciso fazer outro alerta: cuidado ao se dirigir ao encontro dos manifestantes. Anteontem, três foram roubados. Dois jovens, de 21 e 18 anos, foram vítimas de uma dupla na quadra 9 da alameda Doutor Octávio Pinheiro Brisolla, Vila Universitária, em Bauru. O crime ocorreu por volta das 22h30.
Um dos bandidos agrediu uma das vítimas com chutes e exigiu que entregasse a mochila com notebook, documentos pessoais, celular e a R$ 70,00.
Com medo, o outro jovem jogou sua mochila, onde também estavam seus documentos pessoais, notebook, celular, R$ 100,00 e as duas chaves de sua casa.
Duas horas antes, outro jovem também foi vítima de roubo na quadra 19 da mesma alameda. Ele caminhava quando foi abordado também por uma dupla. Armados de revólver, os bandidos roubaram um celular, máquina fotográfica e três lentes da câmera.
Apesar dos casos, não há indícios de que os criminosos tenham se passado por manifestantes.