Duas mortes foram registradas relacionadas aos protestos desta quinta-feira (21). Um estudante de 18 anos de Ribeirão Preto morreu atropelado e uma gari, de 54 anos, morreu nesta manhã após ter inalado gás lacrimogênio em Belém (PA).
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Divulgação |
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Cartazes pedem não à violência em todo o País |
O jovem Marcos Delefrate participava da manifestação e foi atropelado, com outras três pessoas, na esquina das avenidas João Fiúsa e José Adolfo Bianco Molina, área nobre de Ribeirão. Ele morreu após ser atropelado, segundo testemunhas, quando um carro tentou furar o bloqueio montado por manifestantes.
De acordo com comunicado emitido pela CCS (Coordenadoria de Comunicação Social), a "tragédia trouxe indignação e tristeza".
Marcos terminava o ensino médio, fazia curso de mecânica no Senai, trabalhava e sonhava em ser fisiculturista, conforme relatos de amigos. A Prefeitura de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) declarou luto oficial de três dias.
Em Bélem, no Pará, a gari Cleonice Vieira de Moraes morreu na manhã desta sexta-feira (21), após ter inalado gás lacrimogêneo lançado pela Polícia Militar (PM) durante confronto com manifestantes no dia anterior.
A vítima trabalhava na limpeza noturna do centro de Belém.
Ontem, durante a radicalização dos protestos em frente à prefeitura da cidade, Cleonice e outros trabalhadores se protegeram dentro do monumento de um bonde restaurado para visitação turística na cidade.
Após a explosão das bombas, a gari passou mal, teve uma parada cardíaca e foi socorrida. A vítima tomava remédios controlados para hipertensão.
O secretário de Saneamento de Belém, Luiz Otávio Mota, disse que os trabalhadores não foram obrigados a permanecer no local, mesmo com os confrontos.
"Não existiu essa ordem, de acordo com as informações que nós temos. O que aconteceu foi uma grande fatalidade", afirma o secretário. Ele disse que as circunstâncias da morte ainda serão mais bem avaliadas.
A PM ainda não se pronunciou sobre o caso.