09 de julho de 2026
Geral

Assembleia faz balanço de protestos em Bauru

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Aproximadamente 120 pessoas se reuniram, no anfiteatro do parque Vitória Régia, durante o início da noite de ontem. A grande maioria participou da manifestação realizada na última quinta-feira, quando 6 mil cidadãos tomaram as ruas de Bauru, clamando pelas mais diversas reivindicações. A ideia era definir pauta, trajeto e agendar novo ato para esta semana. Até o fechamento desta edição, porém, a assembleia não havia se manifestado sobre essas questões.


A reunião foi utilizada, principalmente, para avaliar a manifestação da última semana e restringir as “bandeiras” do movimento. A maioria dos discursos defendeu que os manifestantes concentrem a energia na questão do transporte público, pedindo redução da tarifa, passe livre para estudantes, melhorias na qualidade do serviço e retorno dos cobradores.


Algumas críticas foram colocadas em discussão. Uma delas se deu em torno do desvio do trajeto do protesto de quinta-feira, que partiu para a avenida Getúlio Vargas, ignorando o ato em frente ao Palácio das Cerejeiras. A avaliação é de que o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) teria sido “poupado”.


Outros participantes da assembleia também reforçaram a necessidade de aumentar a pressão contra a Câmara Municipal, exigindo a instauração de Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar a composição da tarifa do transporte público.


Uma parte dos manifestantes, porém, entende que a própria população deveria se mobilizar para criar um grupo de investigação, se apropriando de instrumentos previstos pela legislação que permitam acesso a dados e informações acerca dos contratos do transporte público, geridos pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb).


Um grupo de pessoas frisou também a necessidade de politização do movimento. Há o entendimento de que a presença de alguns elementos no ato de quinta-feira, como da bateria da Unesp, descaracterizaram o ato, transformando-o em uma “micareta”.


Outro item que foi discutido é a necessidade de democratização do microfone, ligado ao carro de som. A avaliação é de que poucas pessoas puderam utilizá-lo. Por outro lado, também foi pontuada a necessidade de consolidação de líderes para que possam dar o tom das bandeiras do movimento.