10 de julho de 2026
Nacional

Mandela enfrenta seu terceiro dia em estado crítico

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela encara nesta terça-feira seu terceiro dia de hospitalização em estado crítico pela recaída de uma infecção pulmonar, enquanto o país espera por notícias sobre sua saúde.

Reprodução/PA

Mandela enfrenta seu 3º  dia em estado crítico

O estado do antigo estadista, que completa 95 anos no próximo dia 18 de julho, passou de "grave" para "crítico" no domingo passado, anunciou então o presidente da África do Sul, Jacob Zuma.

Após uma segunda-feira sem novidades sobre a saúde de Mandela, os sul-africanos voltam hoje suas expectativas sobre aquele que é considerado por muitos como o "pai da nação".

O ex-advogado e amigo íntimo de Mandela, George Bizos, revelou hoje que no sábado passado não foi visitar o ex-presidente depois que Graça Machel --a mulher de Mandela-- lhe comunicou que sua situação não era boa.

"Ela me disse que ele não estava muito bem, e eu aceitei", declarou Bizos ao jornal sul-africano "The Star".

"Ninguém é imortal. Devemos deixá-lo viver tanto quanto for possível", acrescentou o letrado e ativista de direitos humanos de origem grega.

A presença e a atividade dos jornalistas em frente ao hospital de Pretória diminuíram nesta manhã, após uma noite agitada na qual muitos repórteres transmitiram informações ao vivo da região, segundo a agência de notícias local "Sapa".

No hospital continuam chegando todos os dias flores e mensagens de apoio ao herói sul-africano.

"Você vai se recuperar logo papai Mandela. Sou pequeno e ainda necessito ver você. Desejo melhoras. Tino", diz a mensagem de uma criança em um dos cartões.

As filhas de Mandela e sua ex-mulher, Winnie Madikizela-Mandela, também compareceram ao centro médico ontem.

Graça Machel, sua atual esposa, não se separou praticamente de Mandela desde a sua internação no último dia 8 de junho.

Desde dezembro, Mandela foi hospitalizado em quatro ocasiões.

Madiba --como Mandela é conhecido em seu país-- sofre de forma recorrente com problemas respiratórios desde que passou 27 anos nas prisões do regime racista do apartheid.

Eleito em 1994 o primeiro presidente negro da África do Sul, sua liderança evitou um enfrentamento racial e garantiu a paz entre todos os grupos depois de mais de quatro décadas de racismo institucionalizado imposto pela minoria branca.