09 de julho de 2026
Nacional

Alckmin cede aos protestos pela terceira vez

Folhapress
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Pela terceira vez em menos de uma semana, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) cedeu a pedidos feitos por manifestantes que têm ocupado as ruas da cidade.

No final da manhã de ontem, após atos na periferia da Capital, anunciou aumento no valor de parte da bolsa-aluguel paga a famílias que esperam moradia de programas do governo. O benefício mensal foi de R$ 300,00 para R$ 400,00 e deve beneficiar 1.700 famílias. O impacto calculado pela Secretaria de Habitação é de R$ 2 milhões anuais.

Anteontem, Alckmin já havia anunciado a suspensão do reajuste do pedágio nas rodovias privatizadas e, na última quarta-feira, a redução da tarifa do transporte público de R$ 3,20 para  R$ 3,00 - junto com o prefeito Fernando Haddad (PT).

Antes de falar sobre o reajuste no bolsa-aluguel, o governador cobrou recursos do governo federal para obras de mobilidade no Estado - anteontem, a presidente Dilma Rousseff prometeu liberar  R$ 50 bilhões para projetos do setor em todo o país.

O grupo beneficiado pelo reajuste no bolsa-aluguel protestou ontem na região do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo. Havia integrantes de dois grupos que se uniram - um que saiu do metrô Capão Redondo (zona sul) e outro que que deixou o largo do Campo Limpo (zona sul).

Cerca de 300 pessoas, de acordo com a PM, e de 500, segundo os manifestantes, chegaram a parar a ponte João Dias nos dois sentidos por quase uma hora.