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Quioshi Goto |
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Sabino aposta na força dos atletas brasileiros para trazer medalhas do Cazaquistão: ‘Vamos lutar pelo título’ |
O judoca bauruense Mário Sabino, 40 anos, que já foi campeão nos Jogos Pan-Americanos de 2003, em Santo Domingo, agora é comandante. Pelo menos na Seleção Brasileira de Judô, onde comandará a equipe masculina a partir de sábado no Campeonato Mundial Militar de Judô.
Auxiliar técnico da Seleção Brasileira principal desde 2009, Sabino estará à frente da equipe militar em uma grande competição pela segunda vez, pois em 2011 foi o treinador nos Jogos Mundiais Militares, que equivale aos Jogos Olímpicos para os militares.
Agora, o Brasil vai como favorito ao Cazaquistão, país que sediará o Mundial Militar de Judô deste ano. Ao todo, 14 atletas representarão o País, sendo sete no masculino, comandado por Sabino, e sete no feminino, que é dirigido por Kiko Menezes. A delegação brasileira embarca na tarde de hoje para Astana, capital do Cazaquistão, ficando lá até o dia 8 de julho.
“O Brasil vai lutar pelo título, temos boas chances em várias categorias tanto no individual como também por equipes. No masculino e no feminino, 90% dos judocas estiveram nas Olimpíadas de Londres”, destaca Sabino, que já foi medalha de ouro nos Mundiais Militares de Judô em 2000 e 2001 e bronze em 2003.
Além do ouro no Pan de 2003, o bauruense participou de duas Olimpíadas, em 2000 e 2004, e encerrou a carreira nos tatames em 2007. A partir de 2009, passou a integrar a comissão técnica da Seleção Brasileira de Judô.
Seleção Militar
Ainda pouco conhecido no Brasil, os Jogos Militares são comuns em países europeus e nos Estados Unidos, por exemplo. “Países da antiga União Soviética e do Leste Europeu em geral possuem uma tradição militar, e sempre associaram isso ao esporte. No Brasil já não é tão comum, mas aos poucos isso está melhorando. No judô, por exemplo, a Confederação Brasileira tem uma parceria com as Forças Armadas. A maioria dos atletas da equipe masculina são do Exército, enquanto a maioria das mulheres estão na Marinha”, explica o treinador da Seleção.
Porém, qualquer militar pode competir nos Jogos. Sabino, por exemplo, é soldado da Polícia Militar do Estado de São Paulo, atuando na Companhia de Força Tática em Bauru.
“Existe o Conselho Internacional de Esportes Militares, que organiza os Jogos Mundiais Militares a cada quatro anos (sempre no ano anterior às Olimpíadas), e também os Mundiais de cada modalidade. No caso do judô, o Mundial acontece todos os anos”, ressalta Sabino. “Vamos buscar o título no Cazaquistão e para a maioria será a etapa final de preparação para o Mundial no Rio de Janeiro, em agosto”, comenta, referindo-se ao Campeonato Mundial geral da modalidade.
De peso
Nomes conhecidos estarão defendendo o Brasil em Astana. No masculino, o próprio treinador coloca Felipe Kitadai (categoria até 60 kg) e Victor Penalber (categoria até 81 kg) como favoritos no individual. Outros cinco judocas estarão representando o País: Leandro Cunha (cat. até 66 kg), Bruno Mendonça (cat. até 73 kg), Eduardo Costa (cat. até 90 kg), Luciano Correa (cat. até 100 kg) e Walter Santos (acima de 100 kg).
No feminino, destaques para a campeã olímpica Sarah Menezes (cat. até 48 kg) e para Mayra Aguiar (cat. até 78 kg), ambas líderes do ranking mundial em suas categorias. No masculino, Penalber também lidera a categoria até 81 kg. Esta é a primeira vez que o Brasil tem três atletas liderando o ranking mundial ao mesmo tempo.
Você sabia?
O Cazaquistão, país sede do Mundial Militar de Judô neste ano, faz parte da história de outro bauruense, o astronauta Marcos Pontes. Se desta vez um cidadão de Bauru quer levantar um troféu longe de casa, há sete anos a nave Soyuz pousava em território cazaque, após retornar da “Missão Centenário” na Estação Espacial Internacional, em abril de 2006.
Pontes foi o primeiro, e até o momento, único brasileiro a ir ao espaço sideral. Ele foi ainda o quinto latino-americano a viajar ao espaço. Dias depois, o astronauta retornou a Bauru e for recebido com festa por milhares de conterrâneos.