Após se entregar à Política Federal na manhã desta sexta-feira (28), o deputado federal Natan Donadon (PMDB) foi encaminhado para o presídio da Papuda nesta tarde, segundo a assessoria do Tribunal de Justiça do Distrito Federal. O juiz da Vara de Execuções Penais, Ademar de Vasconcelos, decidiu que Donadon ficará em cela comum na cadeia PDF-1, porém separado dos demais presos. Segundo a assessoria o tribunal, o juiz afirmou que "o Estado tem a obrigação de manter a integridade física de Donadon porque ele ainda é deputado".
De acordo com o TJ, Donadon cumprirá pena como os demais detentos, com direito a banho de sol e "sem regalias".
Donadon se apresentou em uma rua de Brasília ao superintendente da PF no Distrito Federal, Marcelo Moseli, e outros policiais federais. Ele se entregou em frente a um ponto de ônibus e assinou o mandado na rua mesmo. O parlamentar terá que passar por exames e ficará preso até ser transferido para um presídio.
Na quinta-feira (27), a PF utilizou informações de inteligência, seguiu carros suspeitos, fez buscas no apartamento funcional e no gabinete, além de realizar intensas negociações com os advogados do parlamentar para tentar viabilizar a prisão. Porém, o deputado não foi encontrado.
Donadon fechou um acordo com a PF para se entregar de forma espontânea e se encontrou com o chefe do órgão no Distrito Federal. Inicialmente, chegou a descumprir um acerto para se apresentar até o início da tarde.
Foi acertado que não haveria exposição de Donadon. Uma das preocupações era com a imagem do deputado sendo preso por agentes da Polícia Federal.
Donadon foi denunciado em 1999, mas a condenação só ocorreu em outubro de 2010, quando o tribunal entendeu que ficou comprovada sua participação em esquema na Assembleia de Rondônia.
Segundo apurações, o esquema desviou R$ 8,4 milhões por meio de simulação de contratos de publicidade. Nesta semana, os ministros entenderam que não cabia mais chance para recursos e determinaram a prisão.
A entrega do deputado foi negociada pelo advogado Nabor Bulhões, que assumiu o caso depois da condenação em 2010. Ele foi procurado em seu gabinete por integrantes da cúpula do PMDB, que fizeram a intermediação para a contratação. Na época, a recomendação do partido a Bulhões foi para apresentar os recursos e também entrar em campo para evitar uma eventual prisão.
O advogado deve pedir ao STF um recurso chamado de revisão criminal, que pode ser proposto contra decisões já efetivadas.
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Deputado Natan Donadon foi preso pela Polícia Federal |