09 de julho de 2026
Cultura

15 anos no Mercado

Mariana Cerigatto
| Tempo de leitura: 3 min

Ricardo Polettini (guitarra e viola), Fernando (teclado e violão), Paulo Pires (bateria), Fabiano (baixista), Emerson (percussão), Juninho (vocal) e Fela (vocal e percussão) prometem mais um “reencontro” para a alegria de seus fãs. Os músicos vão se reunir novamente em turnê para comemorar seus 15 anos. Os primeiros shows anunciados são no Sesc Bauru, no dia 9 de julho; no Sesc Ribeirão Preto, 18 de julho, e no Sesc Sorocaba, 4 de agosto.

A ultima “parição” da banda foi no Festival Grito Rock, realizado no Jack Music Pub. No Sesc, a banda não sobe no palco desde meados de 2010. “No nosso último show, sentimos um astral muito bom, foi um reencontro positivo para nós e para o público. Então decidimos fazer uma turnê comemorativa. A princípio são essas três cidades, mas pretendemos fazer shows em mais lugares, com essa proposta de reencontro e de celebração”, indica Ricardo.

Ainda de acordo com ele, a ideia é aproveitar este bom momento da banda e colocar em prática novas ideias que vieram à tona no período que a banda ficou sem se apresentar. “No show comemorativo, vamos recuperar músicas que a gente não tocava mais no repertório e algumas que nunca tocamos em público, mas que temos gravadas em CDs. Queremos ainda apresentar novas versões de músicas. Faremos uma miscelânea de várias fases da banda, mas ainda vamos nos reunir para definir o repertório” salientou.

 

História

Em 1998, após disputar a final do maior festival nacional de novas bandas na época, o Skol Rock, em Curitiba (PR), o Mercado de Peixe deixaria de ser apenas um grupo de amigos que se reunia para tocar em festas de repúblicas universitárias para começar a chamar a atenção da imprensa e de novos públicos.

A identificação com movimentos regionais, como o manguebeat, levou o grupo a pesquisar raízes musicais de sua terra, o interior de São Paulo. Assim, a cultura caipira passava a ser um dos maiores elementos de referência na criação de sua mistura pop.

Ao longo dos anos de estrada, a banda experimentou aproximações com vários estilos musicais, como afrobeat, eletro, psicodelia, funk, baião e samba, sempre com muita personalidade e groove. Também se articulou com outras formas de arte, promovendo festivais que envolveram artistas plásticos, designers, fotógrafos, performers e atores.

 

Serviço

O Sesc fica na av. Aureliano Cardia, 6-71. Mais informações pelo telefone (14) 3235-1750

 

Trajetória de sucesso

A musicalidade única rendeu boas inserções na grande mídia, como em um quadro do programa “Altas Horas”, da TV Globo, e críticas positivas em veículos especializados, como na revista Bravo e no caderno Folhateen, do jornal Folha de S. Paulo. A identificação com o público universitário levou a banda a tocar nas mais importantes cidades paulistas e em unidades do Sesc. Também fez shows fora de São Paulo, como no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre (RS), no Teatro Rival e no Centro Cultural do BNDES, no Rio de Janeiro (RJ), além de Londrina (PR) e Uberlândia (MG). Essa trajetória rendeu ao grupo três CDs gravados: “Beats & Batuques”, “Roça Elétrica” e “Territórios Interioranos).