08 de julho de 2026
Geral

Prova: beber não combina com direção


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Após os registros de autuações por embriaguez aumentarem 120% em relação aos cinco primeiros meses do ano passado, a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), com o apoio da Concessionária Auto Raposo Tavares (Cart), Disbauto, Labirinthus, Buffet Mantovani, Polícia Militar e Sindicato dos Químicos, realizou ontem um teste de alcoolemia, para provar que álcool e direção não combinam.

Com sete participantes, o teste foi feito individualmente em um circuito no Sambódromo de Bauru. O candidato, antes de ingerir bebida alcoólica, fazia uma prova teórica na qual tinha que escrever o significado de diferentes placas de trânsito. Depois eles passaram por um exame clínico feito por enfermeiras e uma estudante de medicina, que testava a coordenação motora, equilíbrio, sinais oculares, foco e a marcha sobre a linha.

 

Campo de prova

O primeiro teste prático foi feito com um veículo com câmbio automático e sonorização de ré, facilitando a vida do condutor que tinha que passar por cones em zigue zague e voltar de ré. O percurso era de aproximadamente dois minutos e meio feito a, no máximo, 40km por hora, segundo o coordenador da ação educativa e engenheiro do setor de educação para o trânsito e estatísticas de acidentes da Emdurb, Nelson Augusto Neto.   

“O campo de teste é a parte mais esperada, e onde eles mostram erros comuns de uma pessoa quando ingere bebida alcoólica. Pessoas que fizeram o primeiro trajeto com dois minutos dobraram o tempo na segunda etapa. Foi comprovado que após beberem eles tiveram alterações na concentração, visibilidade e no humor”, diz o engenheiro.

Após 30 minutos consumindo bebidas alcoólicas, Luiz Felipe Calderari, de 29 anos, que no primeiro teste não tinha derrubado nenhum cone, derrubou um e assumiu que a bebida o desconcentrou.

“Eu quis fazer esse teste por curiosidade, achava que não ia ter muita alteração, mas vi que os reflexos realmente diminuem quando você está dirigindo”, relata Calderari.

O mecânico Gustavo Costa, de 19 anos, também quis participar do teste para ver como ia se sair. “Desde o primeiro teste já fiquei nervoso pelas pessoas que ficam observando. Dá um medo de errar, pois os cones são baixos e você perde um pouco a visibilidade”, diz Gustavo.

Segundo o engenheiro Nelson, para o teste, o imprescindível era o condutor arrumar os retrovisores antes de começar, o que muitos se esqueceram de fazer na segunda etapa do circuito, quando estavam alcoolizados.

 

Bafômetro 

 

Alguns até conseguiram driblar o exame clínico, mostrando somente alterações no humor. Foi o caso de Luiz Felipe, que se mostrou muito mais alegre e desinibido após os drinks de vodca e cerveja. Mesmo assim, não escapou do teste do bafômetro, que apontou índice de 0,24mg/l, infração considerada de trânsito, de acordo com o Tenente José Sérgio de Souza.

“Se ele fosse pego no trânsito seria autuado com multa de R$ 1.915,40 e seu direito de dirigir seria suspenso por um ano, com a carteira recolhida. Os condutores com teor de álcool acima de 0,34 mg/l, além de terem o direito de dirigir suspenso por um ano, respondem criminalmente pelo ato”, explica o tenente.

 

Conclusão 

 

O teste foi focado em registrar as consequências da ingestão de bebidas alcoólicas combinada com a direção. Os resultados serão usados para a divulgação deste grave problema, que registrou aumento de quase 120% nos casos de embriaguez ao volante em comparação ao ano passado.

“No campo de prova, vimos a dificuldade dos condutores alcoolizados em realizar o trajeto em comparação ao primeiro circuito. Agora que temos esse registro em mãos, com gravações e fotos, podemos divulgar para a mídia e em palestras, sempre com o objetivo de mostrar a verdade que álcool e direção não combinam”, finaliza Nelson.