08 de julho de 2026
Geral

Loja visa todas as classes para crescer

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Pensada para atender todas as classes sociais, de A à D, a Havan Bauru abriu suas portas, ontem pela manhã, na cidade. A proposta de dispor preços e produtos de todos os níveis, além de crédito fácil, embasa seu projeto de expansão que, até o final deste ano, planeja inaugurar no País uma megaloja a cada 15 dias. A filial Bauru é a 6ª do Estado e a 54ª loja da rede.

“A Havan é uma loja democrática, para todas as classes sociais e todos os níveis de ensino. Por isso ela é grande”, explica o diretor-presidente, Luciano Hang. O prédio em Bauru conta 12 mil metros quadrados de área construída, 500 vagas de estacionamento cobertas. Cercado por autoridades do município, ele inaugurou a loja local de forma dinâmica, coerente com a proposta de, justamente, acolher o público.

Ao lado da porta, onde grande concentração de consumidores se espremeram para entrar nos primeiros minutos, Hang também foi disputado por populares interessados em lhe cumprimentar. “É uma empresa que é do povo. Sempre foi assim, está no DNA dela”, comenta. Na opinião dele, o País precisa garantir que todas as classes sociais tenham oportunidade de consumir.

 

Possibilidades

“As classes C e D, que estão vindo para o consumo, fez com que o comércio no Brasil crescesse mais do que vinha crescendo nos últimos anos. O que aconteceu no País nos últimos anos é que o crédito tornou-se universal para todas as classes”, afirma Hang.

Para contemplar a atual realidade, a Havan oferece mais de 100 mil itens de produtos nacionais e importados - nos setores de moda, cama/mesa/banho, eletroeletrônicos, bazar/utilidades domésticas, tapetes, camping, brinquedos, ferramentas, presentes, entre outros - com pagamento parcelado em sem juros, garante.

“Como somos uma empresa de Santa Catarina, sediada no Vale do Itajaí - a matriz fica em Brusque -, o maior produtor têxtil do País, conseguimos produtos de qualidade com preço baixo”, ressalta. O casal Augusto Fernando Correia Alexandre e Cleide de Oliveira Alexandre citou bons preços em alguns produtos. Eles, porém, chegaram um pouco depois das 10h, quando a loja abriu as portas.

Neste exato momento, quem enfrentou aglomeração para entrar no estabelecimento foi a dona de casa Maria Edna Leite, que já avaliava nos produtos no material promocional disponibilizados no lado de fora do prédio. “Vim logo cedo porque estou curiosa”, conclui.

 

Projeto é de 100 lojas até 2015

 

Se a economia brasileira se mantiver como está nos próximos anos, até 2015 a Havan contará com 100 lojas no País, segundo as expectativas do diretor-presidente, Luciano Hang. De acordo com ele, seu objetivo é fechar este ano com 65 ou 66 megalojas, ampliar a rede para 80 delas em 2014 e chegar a uma centena no ano seguinte.

Hang, porém, não descarta rever os planos, caso haja arrefecimento da economia – tensa, por exemplo, com a revisão para baixo do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. “Mas essa verificação seria para 2014 em diante. O plano para 2013 está confirmado. No estado de São Paulo, até o fim do ano, vamos abrir de oito a dez lojas. Outras ainda no Estado de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Paraná”, destaca.

Para se instalar, a Havan procura polos regionais, como é o caso de Bauru. Evita, no entanto, municípios conhecidos por serem burocráticos. “Aqui nós tivemos um apoio muito especial da prefeitura, mas têm governos que um carimbo ou um documento são mais importantes do que geração de emprego, de renda, de desenvolvimento. Ajudar não é dar privilégios aos empresários, é bem diferente. Tem de existir interação entre o poder público e privado”, acrescenta o diretor-presidente.

Em seis meses o projeto dele saiu do papel e a unidade abriu as portas em Bauru. Em breve ela também será contemplada com uma Estátua da Liberdade, símbolo da rede - embora nem todas as lojas contem com ela.

Estiveram ontem no evento de inauguração da Havan a vice-prefeita Estela Almagro (PT), o secretário de Desenvolvimento Econômico, Arnaldo Ribeiro, que representou o prefeito Rodrigo Agostinho, o presidente do Legislativo de Bauru, Sandro Bussola (PT), além de vereadores como Markinho da Diversidade (PMDB), Renato Purini (PMDB), Arildo Lima Júnior (PSDB) e Natalino do Pousada (PV).