Cerca de 70 entidades, entre sindicatos, partidos políticos e movimentos sociais, promoveram ontem um ato unificado em Curitiba. Entre as reivindicações dos manifestantes estavam a redução das tarifas do transporte público e dos pedágios em estradas do Estado, reforma política e democratização da comunicação.
Diferentemente de protestos anteriores pelo País, quando militantes de sindicatos e partidos foram hostilizados por outros manifestantes, o ato em Curitiba contou com presença de entidades como Central Única dos Trabalhadores (CUT), MST, Sindicato dos Servidores Públicos de Curitiba e partidos.
Os organizadores estimaram entre 2 mil e 3 mil o número de participantes; a PM calculou 500 manifestantes. As pessoas se concentraram na região da Boca Maldita, no Centro da cidade, por volta das 10h. Segundo a PM, o ato transcorreu sem nenhuma ocorrência grave.
Foi o terceiro protesto realizado na Capital paranaense nesta semana, após a prefeitura anunciar redução de R$ 0,15 nas passagens de ônibus de Curitiba e outros 13 municípios da região metropolitana, que passa a valer na próxima segunda-feira.
Ocupação
Na manhã de ontem, os manifestantes ocuparam na sete praças de pedágio na região norte do Paraná e liberaram a cobrança em todos os locais.
Os protestos foram liderados pelo MST e em alguns locais envolvem também moradores das regiões. Pedem rapidez na reforma agrária e também se alinham às reivindicações das manifestações nacionais, pelo combate à corrupção, redução das tarifas do transporte e dos pedágios e democratização da comunicação.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal, que faz policiamento nos pontos em parceria com a PM, as ocupações foram pacíficas e o fluxo de veículos não foi comprometido. A praça de Presidente Castelo Branco já havia sido bloqueada outras duas vezes nesta semana pela população local, segundo informações da PRF.