10 de julho de 2026
Internacional

Egípcios vão às ruas para exigir a renúncia de Mursi; quatro morrem


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Os egípcios tomaram as ruas ontem, engrossando multidões que líderes da oposição esperam chegar aos milhões e persuadir o presidente islâmico Mohamed Mursi a renunciar. Pelo menos 4 pessoas morreram e cerca de 200 ficaram feridas em confrontos entre partidários e opositores do presidente.

Acenando com bandeiras do país, uma multidão de mais de 200 mil pessoas havia se reunido no final da tarde na Praça Tahrir, no Cairo, epicentro do levante de 2011 contra o antecessor de Mursi, Hosni Mubarak.

Em outras cidades, milhares de manifestantes também se reuniram. Mais de 100 mil pessoas foram ao centro de Alexandria, segunda maior cidade do país.

As forças de segurança disseram que três escritórios da Irmandade foram incendiados por manifestantes em cidades no delta do Nilo - as mais recentes em mais de uma semana de violência nas ruas, na qual centenas foram feridos e muitos mortos.

Mais de 20 mil apoiadores de Mursi também se congregaram na capital, em uma mesquita não distante do palácio presidencial do subúrbio. O próprio Mursi está trabalhando em outro local.

Entrevistado por um jornal britânico, Mursi reafirmou sua determinação de sobreviver ao que vê como um ataque anti-democrático contra sua legitimidade eleitoral. Mas também ofereceu rever a nova constituição, de inspiração islâmica, dizendo que cláusulas sobre autoridade religiosa, que alimentaram o ressentimento liberal, não foram escolha sua.