08 de julho de 2026
Esportes

Corrida e caminhada: dia de ?correria?

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 2 min

Domingo de manhã é período de cama prologada ou, no máximo, um sofá bem confortável na frente da TV. Mas, para muita gente, o horário é mais que perfeito para queimar calorias e gastar o solado do tênis. Ontem, diferentes gerações de amantes do esporte se reuniram para a primeira edição da Corrida de Rua Bauru SBT e RH Fitness.

O evento, cuja largada e chegada ocorreram no Bauru Shopping, além da competição esportiva, ainda contou com atividades diversas a participantes e espectadores, como massagem relaxante e ainda ofertas de material esportivo com descontos através das tendas montadas por lojistas.

Enquanto uns participantes aproveitavam os momentos antes da prova para conferir as novidades nos estandes, outros eram pura concentração em busca do melhor desempenho.

Atletas com maior quilometragem, outros nem tanta. O que importava era o desafio de completar o trajeto e, mais do que resultados, cultuar a saúde e qualidade de vida.

É o caso do competidor José Aparecido Pereira. Aos 63 anos - 12 de corrida -, ele afirma ter a vida mudada (para melhor) pelo esporte.

“Eu era caminhoneiro, trabalhava muito tempo sentado. Tinha problemas de hipertensão e diabetes. Descobri a corrida após a aposentadoria e não parei mais”, orgulha-se o corredor que também pratica caratê e natação.

Mesmo gripado, ele não hesitou em acordar cedo para por o pé no asfalto. “Eu geralmente corro 10 quilômetros nos meus treinamentos. Em razão da gripe, optei pela metade do trajeto de hoje. Foi tranquilo, bacana”, aprova.

Com menos tempo de corrida, mas com a mesma aplicação, Danny Luchesi, 35 anos, esbanjava a satisfação por voltar às provas pedestres após recuperação de problema no  joelho esquerdo. “Tive um desgaste na cartilagem. Hoje (ontem) fiz os quatro quilômetros mas, nos treinos, corro mais. É que estou voltando”, comenta.

 

Corrida sem barreiras

Idade, problemas físicos e até mesmo deficiências. Nada disso impede quem realmente tem vontade e determinação para superar desafios. Que diga Patrick Lourenço, de 20 anos, participante do módulo de quatro quilômetros.

Deficiente visual desde que nasceu, o morador de Ibitinga também participou da corrida em Bauru.

A limitação não tira a motivação do jovem, iniciado no mundo do pedestrianismo há um ano e meio. “No começo você sente medo, não conhece o percurso”, admite. “Mas a sensação de estar ali é muito boa”, descreve o jovem corredor, que compete sempre ao lado do treinador Sérgio Franco de Godoy.