11 de julho de 2026
Internacional

Militares dão dois dias para Mursi e oposição fazerem acordo

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

As Forças Armadas do Egito deram nesta segunda-feira (1) um ultimato de 48 horas ao presidente Mohamed Mursi e à oposição para chegarem a um acordo para resolver o impasse político criado pelos protestos que pedem a renúncia do mandatário e a convocação de novas eleições.

As manifestações, que começaram no fim de semana, tiveram confrontos intensos na noite de ontem e na madrugada de hoje, deixaram 16 mortos e 781 feridos. Mursi completou no domingo (30) um ano de governo e é o primeiro presidente eleito desde a queda do ditador Hosni Mubarak, em fevereiro de 2011.

Em comunicado, o general Abdel Fattah al-Sisi disse que os militares apresentarão "seu projeto político" caso as forças do país não cheguem a um acordo até a próxima quarta-feira. "Se os desejos do povo não são encarados neste período, nós teremos a incumbência de anunciar um mapa para o futuro".

Segundo o militar, o projeto convocado será apenas supervisionado pelo grupo, incluindo a participação de todos os atores nacionais e a juventude. Ele, no entanto, descarta a participação das Forças Armadas na política ou no governo.

Para ele, as manifestações pedindo a renúncia de Mursi marcam "uma expressão sem precedentes da vontade popular", que deve ser respondida pelas forças políticas sem perder tempo.

Em entrevista na Tanzânia, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu a Mursi e à oposição que trabalhem em conjunto para avançar as reformas democráticas no país. Ele também lembrou que as reformas são uma das exigências para a manutenção da ajuda econômica americana ao Egito.